Actividades na vinha ao longo do ano

É por todos reconhecido que a vinha e o vinho constituem um verdadeiro e inestimável património cultural e económico, e que representa para todos os Portugueses um dos elementos essenciais da nossa identidade cultural, enquanto povo e nação, que importa preservar, valorizar e divulgar junto dos mais jovens. Assim, se quiser saber o que deve fazer, ao longo do ano, na sua vinha, sugerimos que continue a ler este artigo.

Janeiro

Mergulhar as vides, podar e meter bacelo.

Limpar as cepas da vinha até às raízes principais, descascando-as à mão ou com raspadores apropriados, as quais devem, em seguida, ser pinceladas ou pulverizadas com caldas ferro-cálcidas ou oleosas, indicadas para o efeito.

Desinfectar (com produtos apropriados) as videiras que foram atacadas pela fumagina ou pelo algodão.

Fevereiro

Prosseguir com as fertilizações iniciadas no mês anterior.

Reparar bardos, lateiros e ramadas, substituindo ou endireitando os esteios e esticando ou consertando os arames da vinha.

Iniciar a enxertia, utilizando castas apropriadas, nos locais abrigados.

Cortar as raízes que surjam por cima da soldadura do enxerto.

Março

Conclusão da poda nas zonas mais frias e nas regiões mais atreitas a geadas tardias.

Prosseguir as enxertias com as castas mais apropriadas, recorrendo às colecções oficiais por oferecerem garantias para a obtenção de garfos, e assim conseguir uma vinha de qualidade.

Combate às nóctuas e aos pulgões com os produtos químicos indicados para o efeito.

Início dos tratamentos na vinha contra o míldio e o oídio com sulfate de cobre e enxofre.

Abril

Proceder à adubação das vinhas cansadas.

Proceder aos respectivos tratamentos contra o míldio, oídio e outros inimigos das videiras.

Maio

Continuam os tratamentos contra o míldio e o oídio, devendo prestar-se a maior atenção a qualquer elevação de temperatura acompanhada de humidade, que pode provocar rápido desenvolvimento de fungos, podendo vir a causar estragos na vinha.

Junho

O mês de Junho é um dos meses mais críticos para a vinha do ponto de vista da sua sanidade. O míldio, se ataca, pode destruir a produção pela invasão dos cachos, que faz cair e abortar. E o oídio se o tempo é favorável, não mais os abandona até que pinta o bago.

A calda cúprica ou as caldas de fungicidas orgânicas de síntese continuam a aplicar-se preventivamente; o enxofre usa-se curativamente, quando o oídio se manifesta.