Algarve – Terra de paixões e de encantos sem fim!

 

Não há apenas um Algarve, mas vários. Quando pensamos nesta terra de luz e de mar, lembramo-nos imediatamente, é claro, das praias. Dos mais extensos areais às mais escondidas e recônditas praias selvagens, só acessíveis pelos mais aventureiros, o Algarve é a rota da areia e do sol. Mas há muito mais para descobrir, das serranias aos parques naturais, passando pelo riquíssimo património construído – testemunha de heranças árabes e cristãs, que nos recorda episódios marcantes da nossa história.

De tudo isto se encontra no Algarve: belezas naturais e uma cultura rica, que podemos visitar nos muitos museus e espaços culturais da região, ou provar nos pratos típicos, na doçaria regional, nas especialidades apuradas e melhoradas de geração em geração.

É esta riqueza, assente no orgulho de acolher os visitantes de braços abertos, que lhe trazemos aqui: dos grandes atractivos e espaços de animação às actividades e rotas menos conhecidas, revelamos alguns dos segredos mais apaixonantes do Algarve, onde encontrará sempre uma experiência única; à sua medida.

Algarve – Um lugar ao sol

Iluminado pela meteorologia generosa do sul, o visitante do Algarve encontra aqui a tranquilidade dos dias lentos – e um mundo de novidades para viver!

Diz-se que não devemos voltar aos lugares onde fomos felizes. Nada menos certo! O Algarve, para tantos de nós associado à memória dos intermináveis Verões da nossa infância, é sempre um lugar de regressos felizes. Seja para voltar aos sítios familiares, onde nos sentimos confortáveis e á vontade, seja para mergulharmos em novas descobertas, há sempre um mundo para viver nesta região única.

Do Barlavento ao Sotavento, das serras até à costa, passando pelo barrocal, o Algarve concentra uma variedade enorme de paisagens, atractivos e experiências. Numa área de cerca de 5.000km2 espalhados por 16 concelhos, com perto de 200 quilómetros de costa que se desenha em dramáticas falésias ou se rende em praias de longos areais pontuados por dunas, cabe um pouco de tudo.

Destino de férias por excelência para milhões de portugueses e estrangeiros, o Algarve é muito mais do que apenas sol e praia: a cultura rica destas terras e destas gentes convida-nos a conhecer as cidades e vilas, com as marcas da história guardadas nas suas muralhas e monumentos. Desafia-nos a explorar as serras, os parques naturais, as margens do majestoso Guadiana. Abre os braços aos desportistas – do golfe ao automobilismo, passando pela caminhada e pelos desportos de aventura. Recompensa-nos com alguma da melhor gastronomia do país.

Chegar é o mais fácil: rumando a sul, pela A2 ou pelo confortável IC1, vindo de comboio ou aterrando no aeroporto internacional de Faro, a facilidade de acessos garante a proximidade da região – a duas horas de caminho da capital e a um pulo da vizinha Espanha, através da rápida e confortável Via do Infante. Está também nas acessibilidades, na facilidade com que se liga ao mundo, muito do cosmopolitismo do Algarve, ponte de encontro de pessoas de várias nacionalidades, amantes da natureza ou da animação, movidos pelo desejo de passar uma temporada descansada com a família, ou de celebrar uns dias de aventura, festa e animação entre amigos. Um destino aberto, verdadeiramente democrático, com uma oferta diversificada e de qualidade para todos os bolsos e todos os tipos de viajante. Eis o Algarve, acolhedor, dinâmico, amistoso e hospitaleiro. Bem-vindo ao reino das descobertas!

O Guadiana e os parques naturais

O rio e os parques naturais são atracções imperdíveis da região algarvia. Descubra o motivo.

Nascendo em Espanha, o rio Guadiana faz a fronteira entre Portugal e Espanha, separando Vila Real de Santo António e Ayamonte. Navegável nos últimos 48 quilómetros, entre o Pomarão e Vila Real de Santo António, o Guadiana foi uma das primeiras “auto-estradas” da região, ligando as costas algarvias ao interior alentejano. Por este rio acima, a paisagem lembra um quadro, com as margens salpicadas pela vegetação ribeirinha, enquadradas num horizonte sinuoso, onde as colinas decoradas com estevas, oliveiras e amendoeiras servem de esconderijo às construções de xisto e de habitat às galinhas de água, guarda-rios, patos reais e outras aves aquáticas.

Por seu turno, as ribeiras de Odeite, Beliche, Foupana, Cadavais e Vascão, todas afluentes da margem direita do Guadiana, traçam caminho por entre afloreamentos de xisto e dão guarida a aves como o estorninho-malhado e a pega azul, que se refugiam nos densos canaviais que crescem nas margens.

Mas o majestoso Guadiana não é a única maravilha natural numa região que conta com duas áreas protegidas. Não muito longe, o Parque Natural da Ria Formosa é uma das mais bonitas riquezas naturais do Algarve, não só pela variedade dos seus ecossistemas como pela sua localização. Estende-se ao longo de 60 km, desde a zona do Ancão até à da Manta Rota e funciona como abrigo para aves migratórias e espécies muito raras.

Já o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina ocupa uma longa faixa costeira (74.788 hectares) desde a Ribeira da Junqueira até Burgau; e uma faixa marítima de dois quilómetros ao longo de mais de 100 quilómetros de orla costeira. Praias selvagens, dramáticas, às quais só se acede conhecendo os segredos do caminho, são alguns dos atractivos de uma área famosa pelo turismo da natureza, que apetece visitar – seja de carro, a pé ou de barco. Esta costa é também muito procurada por mergulhadores, lembrando-nos que, no Algarve, há sempre algo de novo a experimentar, debaixo da superfície.

Algarve – As serras e o interior

O interior do Algarve Central de Silves a Tavira, do Barrocal à Serra, é uma área com vários atractivos a descobrir.

Praias à parte, vale mesmo a pena rumar ao interior e explorar as serras de Monchique, Espinhaço de Cão e do Caldeirão. O objectivo é apenas um: descobrir um Algarve diferente, onde as gentes vivem em harmonia com os sabores e saberes da terra.

Geologicamente, Monchique não tem relação com o meio que a rodeia e a sua flora é singular no panorama algarvio. Parece uma serra dentro de outra serra, com um cenário de ribeiros que escorrem por entre os vales, de cumes onde cresce o medronheiro, de montes onde se erguem carvalhos, pinheiros e castanheiros.

Monchique é um verdadeiro jardim onde se misturam laranjeiras, alecrim, inhame e loendros. Delineada entre a aldeia da Fóia e o cerro da Picota, esta imponente serra é um recanto de clima suave e grande variedade de espécies vegetais, também conhecida pelas águas termais de grande qualidade. A aldeia da Fóia, local mais alto da região sul de Portugal, constitui um miradouro natural de onde é possível ver o extenso Alentejo e o infinito horizonte marítimo.

Estamos perante um outro Algarve, de horizontes largos, entre montes ondulados e vales profundos, com o verde das florestas de sobreiros, pinheiros, azinheiras, eucaliptos e medronheiros a conviverem equilibradamente com os tons dourados dos campos de trigo e cevada ou os matos escuros de esteva e rosmaninho. Curiosamente, na zona leste, muda a paisagem e surgem as hortas e os pomares.

Ainda mais para leste, impõe-se a Serra de Espinhaço de Cão, cadeia de pequenos cerros que descem até ao mar. Com encostas repletas de medronheiros e pequenos mas férteis vales onde crescem árvores de fruto e os mais variados legumes, esta serra é habitada por caça de pequeno porte, predominando a perdiz, o pombo e o coelho. Mais a sul, os eucaliptos marcam a paisagem que, apesar de tudo, se transforma em magníficos cenários coloridos quando, na Primavera, os campos se cobrem de esteva.

Longe das praias mas perto da natureza, as serras algarvias são uma descoberta a não perder!

Algarve – O lazer

Nas cidades, vila ou aldeias, há uma animação especial no Algarve. Das discotecas mais movimentadas às festas populares mais tradicionais, opções não faltam!

Pequeno e grande ao mesmo tempo, familiar e cosmopolita, o Algarve vive-se ao estilo e à velocidade de cada um. Esteja numa praia animada por bares, restaurantes e discotecas ou nas festas religiosas de uma aldeia rústica e pitoresca, a diversidade das comunidades algarvias traduz-se na oferta de animação. Em comum, o gosto e a tradição de receber as pessoas e fazer cada visitante sentir-se em casa.

Das comunidades piscatórias às velhas memórias da indústria conserveira, passando pelo património histórico milenar – e pelo cosmopolitismo das marinas, ponto de encontro de viajantes e aventureiros de todo o globo -, o Algarve continua, como no tempo das Descobertas, a ter os braços abertos ao mundo. Descobrindo as ruas pedonais dos centros históricos das grandes cidades ou aventurando-se pelas ruelas pacatas das vilas do interior, um passeio por estas comunidades é um encontro com a própria identidade do povo algarvio. Museus, centros culturais e espaços de animação garantem uma experiência à parte, com uma programação rica e diversificada, para todos os gostos.

É um caminho que se faz quase instintivamente. Basta seguir os seus sentidos. Se gosta de sentir o pulsar da vida nocturna, é só escolher entre dezenas de bares, discotecas e espaços de animação – muitos deles de fama internacional – e deixar-se levar pela movida.

Se preferir, pode juntar-se às festas e tradições populares e acompanhar as romarias que fazem parte da devoção ancestral das populações. Ou simplesmente sentar-se a uma esplanada, ver as pessoas a passar e deixar que seja a vontade do momento a decidir o seu rumo. É uma das coisas boas do Algarve: aqui, os prazeres da vida não exigem grande planeamento!

Algarve – As praias

Longos areais, pequenas enseadas, recônditas ou acessíveis – e animadas – as praias são a imagem de marca do Algarve. Com boa razão!

Seja qual for o seu cenário favorito, encontra-o no Algarve. Quer tenha uma predilecção por quilómetros de costa onde pode caminhar tranquilamente à beira-mar, quer prefira as praias mais escondidas e sossegadas, aninhadas entre falésias, a região tem oferta mais do que suficiente para lhe encher as medidas! Ao longo dos perto de 200 quilómetros de costa, alinham-se dezenas de praias para todos os gostos, muitas delas galardoadas com a Bandeira Azul que atesta a qualidade das águas algarvias e dos equipamentos de apoio.

Se gosta da natureza mais intocada, é só rumar à Costa Vicentina, um santuário natural único com praias escarpadas (às vezes de acesso reservado aos mais desportistas e aventureiros) onde poderá experimentar a sensação de completo sossego e isolamento, mesmo no pico do Verão. Na costa sul, o Barlavento é feito de recantos e recortes, por entre falésias luminosas, que escondem pequenas e acolhedoras praias e grutas encantadoras. A Sotavento, encontra extensos areais onde apetece passear sem destino, gozando as temperaturas amenas e o mar aprazível. Na zona da Ria Formosa, as ilhas voltam a mudar o cenário, com línguas de areia e praias absolutamente mágicas, onde apetece ficar simplesmente deitado, desarmado pelo cenário e rendido às maravilhas da natureza.

E se tem um espírito inquieto, o melhor mesmo é aproveitar o melhor dos vários mundos e fazer uma digressão pelos vários Algarves, gozando estas espectaculares praias, de todos os tipos, de todos os tamanhos, para todos os gostos.

Texto e imagens: Dossier Especial – Algarve (Expresso)