Barcos encantados | Curiosidades e superstições

 

Com fantasmas, malditos, perseguidos, desaparecidos, cheios de cadáveres… O mar é traiçoeiro e está cheio de monstros. Estas embarcações sabem-no bem!

Existem barcos fantasmas, encantados, malditos…

Desde a antiguidade que se contam histórias de embarcações desaparecidas sem deixar rasto, dando origem e todo o tipo de superstições e lendas. Trabalhar no mar é complexo, dada a insegurança que significa pescar no mar, num ambiente tão imprevisível. Precisamente por isso, conta-se que os piratas faziam pactos com o diabo para se protegeram durante as tempestades e garantirem fartas pilhagens nas suas abordagens. Por outro lado, estavam condenados a vaguear durante a eternidade.

Um destes pactos deu origem à lenda do Barco Negro: ver a sua imagem no horizonte a partir de uma embarcação, mesmo que fosse durante alguns segundos, augurava problemas durante a travessia ou, inclusive um naufrágio. As tempestades com relâmpagos também tinham o seu halo de mistério, e não se trata do perigo real que pressupõe navegar com o mar picado ou ventos fortes, mas sim da possibilidade de observar a cara do diabo sorrindo durante a luz produzida por um raio.

Acidentes durante a construção dos barcos, falecimentos ou homicídios a bordo, desencadeavam o medo entre as tripulações, que até se negavam a navegar, pois consideravam que esses acontecimentos traziam consigo uma maldição.

Durante a construção do submarino alemão UB-65 em Bruges (Bélgica), um operário faleceu atingido por uma viga, uma tragédia à qual se seguiram várias mortes em circunstâncias estranhas e acidentes inexplicáveis durante todas as suas missões. Além de acontecimentos concretos, o mundo marinho tem estado sempre rodeado de superstições como, por exemplo, a que dita que levar uma mulher na embarcação dá azar, ou que assobiar em lato mar atrai as tempestades.

A lenda negra tem sido alimentada por muitos exemplos de barcos que foram encontrados encalhados em diferentes pontoas do planeta sem tripulação, mas sem sinais de luta que evidenciasse o ataque de piratas para um saque. O Bel Amica, por exemplo, foi descoberto pela guarda costeira próximo da ilha da Sardenha, em 2007; o Kazz II foi encontrado a navegar à deriva a norte da Austrália… Barcos fantasma como os que protagonizam as histórias desta reportagem, e que, apesar do passar dos séculos, continuam a deixar os cabelos em pé…

O Triângulo das Bermudas

Está situado no mar do Caribe e os seus vértices encontram-se em Miami, Porto Rico e ilhas Bermudas. Nessa zona desapareceram inúmeros barcos sem deixar rasto. Alguns enquanto emitiam um sinal de socorro, com vozes nas quais se podia perceber medo e angústia, outros simplesmente esfumaram-se…

Nos últimos estudos realizados na zona, descobriu-se que no fundo oceânico desta área há grandes concentrações de gás metano que sobem á superfície formando bolhas. A mistura deste gás com o sal reduz a densidade da água e, como consequência, a flutuação das embarcações diminui, provocando um afundamento mais rápido do que seria expectável.

Além disso, do espaço foi possível que, nesta zona, ocorrem clarões estranhos devido a uma anomalia magnética que afeta o correto funcionamento dos instrumentos de navegação ou voo – outro detalhe no qual estão de acordo as pessoas que viveram estas experiências.

O primeiro barco de cujo desaparecimento se tem conhecimento é El Rosalie, um navio alemão que desapareceu em 1840. Desde então, foram contabilizados mais de 50 desaparecimentos.

El Fausto

Este basco de pesca, com “matrícula” de La Palma [Ilhas Canárias – Espanha], zarpou a 20 de Julho de 1968 de El Hierro em direcção ao porto de Tazacorte, a tripulação conhecia a rota e as condições do mar eram favoráveis, mas o barco nunca regressou ao porto.

A 21 de Julho começaram as operações de busca e no dia 25 um cargueiro frigorífico inglês informou qual a localização de El Fausto, a 96 milhas do seu destino. A tripulação encontrava-se bem, o barco não tinha problemas mecânicos, transmitiram que podiam chegar ao porto sem problemas, mas não chegaram.

Começou uma nova operação de busca por ar e por mar, até que foi localizado com o cadáver a bordo, e, ao rebocá-lo, voltou a desaparecer… até hoje. Informações mais detalhadas sobre este caso.

Octavius

A 12 de Agosto de 1775, o Herald, um baleeiro que atravessava o Atlântico Norte, avistou um veleiro que navegava lentamente, com as velas para baixo, e que brilhava como se fosse um vidro. Ao subirem a bordo, descobriram uma imagem dantesca: toda a tripulação tinha morrido congelada.

O capitão ordenou que trouxessem o diário de bordo para averiguar o que tinha sucedido, mas o marinheiro que o transportava perdeu as folhas durante o trajecto, ficando só a primeira e a última. A última entrada era de 11 de Novembro de 1762 e indicava que o barco tinha estado perdido no Ártico durante 13 anos. Informações mais detalhadas sobre este caso.

Queen Mary

É um dos barcos que mais lendas continua a gerar, até ao ponto de ter sido classificado como “um dos 10 lugares mais encantados da América” pela revista Time. São muitos os testemunhos que afirmam ter presenciado aparições neste navio britânico de luxo: uma sombra branca nos corredores, um espectro vagueando pela sala das máquinas…

A origem destes fenómenos remonta à II Guerra Mundial, quando, enquanto transportava as tropas do exército aliado, sofreu um acidente no decorrer de alguns exercícios táticos, no qual faleceram mais de 300 soldados. Informações mais detalhadas sobre este caso.

Lady Lovibond

A 13 de Fevereiro de 1748, o capitão Simón Peel embarcou com a sua esposa para fazerem um cruzeiro, devido ao seu recente casamento, no Lady Lovibond, uma embarcação de três mastros. Mas o primeiro oficial estava apaixonado pela esposa do capitão e, num ataque de ciúmes, decidiu encalhar o barco.

Partiram-se os mastros e, ao cair, partiu-se o casco. Depois, o barco afundou-se nas águas do Canal da Mancha e não houve sobreviventes. A cada 50 anos, a 13 de Fevereiro, contam que a silhueta do veleiro aparece a navegar pela costa de Kent. Informações mais detalhadas sobre este caso.

Mary Celeste

O Mary Celeste foi um bergantim encontrado a navegar à deriva entre os Açores e a costa de Portugal continental, sem tripulação a bordo. Nele não havia sinais de luta, e tanto os objectos de valor como a roupa e os pertences da tripulação estavam em perfeita ordem. O que aconteceu naquele barco continua a ser um mistério. Faltavam alguns instrumentos de navegação, mas nenhum salva-vidas.

O barco foi rebocado até Gibraltar e a investigação não revelou nada conclusivo. Foram colocadas uma série de hipóteses e de conjecturas sobre os acontecimentos, mas a realidade é desconhecida. Ainda hoje o mistério continua. Informações mais detalhadas sobre este caso.

Fontes – Texto (adaptado): Mariam (Guia Astrológico) | Imagem