Blind Zero iniciam digressão no Club de Vila Real

 

Blind Zero voltam onde tudo começou. Digressão dos 25 anos arranca em clubes, e o primeiro a ser visitado vai ser o Club de Vila Real.

Os Blind Zero celebram 25 anos de percurso e para marcar a efeméride a banda volta aos clubes, onde tudo começou. Uma digressão olhos nos olhos, sem rede, num total de cinco noites irrepetíveis, entre Portugal e Espanha, onde os Blind Zero vão revisitar temas de toda a discografia. Amanhã, dia 12 de Abril, a banda actua no Club de Vila Real; dia 18 no Carmo 81, em Viseu; dia 4 de Maio, nos Maus Hábitos no Porto; dia 11 na Fabrica de Chocolate, em Vigo; e dia 24 no Avenida, em Aveiro.

O Club de Vila Real é uma instituição centenária e a sua sede é um local emblemático, situado no centro histórico da cidade, na Av. Carvalho de Araújo. É um espaço polivalente que integra o Salão Nobre, a taberna e o bar, o salão de jogos e o corredor de exposições. Aqui se realizam concertos ao vivo, workshops, exposições, noites de clubbing, espectáculos de magia, festas, jam sessions, tertúlias, provas de vinhos, entre muitos outros eventos.

Esta digressão é um pretexto para a banda reencontrar os amigos que fizeram ao longo de 25 anos e lembrar a história de cinco miúdos cheios de determinação e vontade em se fazerem ouvir.

Com oito álbuns de originais editados, a vontade criativa de recomeçar, disco após disco, continua a ser a motivação maior dos Blind Zero. A paixão por fazer de novo e distinto é intrínseca, como uma raiz sólida de um tronco de árvore, onde a criatividade ambivalente dos ramos desafia a gravidade sem nunca ceder à simplicidade das tendências.

Hoje, como ontem, são muitos os motivos para celebrar. Falar dos Blind Zero é falar da história do rock alternativo em Portugal. Com resiliência, resistência e determinação mantiveram-se fiéis a si mesmos e é essa verdade que os mantém na música.

Após esta digressão, os Blind Zero retomam os grandes palcos para continuam a celebrar as músicas destes 25 anos.

 

Sobre os Blind Zero…

Nascidos na década do rock e do grunge, na altura em que a música feita nos EUA e em Inglaterra invadia o nosso país e era consumida em grandes doses, os Blind Zero formaram-se em 1994 e, um ano depois, lançaram o primeiro EP, “Recognize”, que esgotou em apenas nove dias e é, hoje, uma peça de colecção. Seguiu-se o primeiro longa-duração, “Trigger”, que agitou o panorama musical português tornando-se no primeiro disco de rock cantado em inglês de uma banda nacional a atingir o galardão de Disco de Ouro.

Em 1996 o grupo editou, em parceria com os Mind Da Gap, o EP “Flexogravity”, um disco experimental e de fusão, surpreendente e inovador. Meses depois, participaram no SCYPE (Song Contest for Youth Programs in Europe), festival que reúne bandas de todo o continente europeu, com um tema original, “My House”, que os sagrou vencedores do concurso.

Dois anos após a edição do primeiro álbum, os Blind Zero editaram “Redcoast” que, para muitos, vai para além do rock misturando ambientes, sons e emoções. Em 2000 gravaram “One Silent Accident” que antecedeu a inclusão da versão do original de David Bowie, “Heroes”, no disco “Mundial 2002”.

“A Way to Bleed your Lover” (2003) conta com a participação de Jorge Palma e Dana Colley (Twinemen/ex-Morphine) e reflete um novo imaginário, atitude e um enorme passo em frente na carreira do grupo. De tal forma que foram convidados pela MTV para realizar, em Milão, um “MTV Live”, o primeiro gravado por um grupo português e, até hoje, o único DVD do grupo. A transmissão deste concerto teve honras de abertura na apresentação da MTV Portugal. No final desse ano, na cerimónia de entrega de prémios do MTV Europe Music Awards 2003, realizada em Edimburgo, os Blind Zero venceram a categoria Best Portuguese Act. Foi a primeira vez que a MTV atribuiu um prémio a uma banda portuguesa. Ainda em Dezembro, “A Way to Bleed your Lover” foi considerado um dos melhores discos do ano por parte da imprensa especializada e os Blind Zero foram eleitos a melhor banda ao vivo do ano.

Em 2005 o grupo editou “The Night Before And A New Day” que carrega um brilho indisfarçável. Conserva resquícios da intensidade relacional e do precipício psicológico de outras eras, mas aponta o caminho da redenção, da liberdade, da luz.

A segunda versão que os Blind Zero gravam é “Drive”, dos The Cars, antes de “Time Machine (Memories Undone) – Live Best of Unplugged” (2007), o primeiro álbum acústico que faz a revisão da carreira do grupo. Fonte e continuar a ler