Curiosidades breves sobre os animais

 

Com o passar dos tempos, os investigadores foram observando, registando e divulgando inúmeras características e comportamentos de diversos animais. Vamos apresentar, aqui, algumas curiosidades…

O comportamento dos chimpanzés

De entre os animais irracionais, os chimpanzés são dos mais habilidosos, utilizando um grande número de instrumentos. O seu comportamento parece não ser completamente inato, mas adquirido.

Utilizam paus e pedras para combater o leopardo, introduzem pequenos galhos nos formigueiros para de lá tirarem as formigas, um dos seus petiscos favoritos. Para quebrar nozes ou outros frutos de casca dura, utilizam pedras Palitam os dentes com pequenos galhos e introduzem folhas grandes nas cavidades de certas árvores para recolherem e beberem as águas das chuvas aí armazenadas.

Pássaros com memória

Pela primeira vez, um cientista americano mostrou que os pássaros cantores que estabelecem territórios são capazes de reconhecer o canto dos seus diversos vizinhos e de o distinguir dos “estranhos”. Trata-se dos machos de uma variedade de toutinegras que, além de reconhecerem cada um dos seus vizinhos pelo canto durante a estação do acasalamento, lembram-se destes cantos passados oito meses.

Sobre o amor maternal nos animais

Quanto tempo dura, nos animais, o amor maternal? (…) Dura o tempo suficiente para os filhos aprenderem a viver por si próprios. Quando chega esse momento, a mãe, que tudo fez pelo filho, é capaz de atirá-lo com selvajaria para fora do ninho, porque a natureza não permite que os filhos “explorem os pais”, nem que estes, egoisticamente, amarrem a si os filhos.

Urso branco, excelente nadador

Excelente nadador, tanto à superfície como debaixo de água, o urso branco progride à velocidade de 10 a 35 km/hora. Sobre o solo escorregadio, desloca-se a uma velocidade de quatro quilómetros por hora, conseguindo atingir os 15 km/h quando corre. As garras das patas anteriores, as mais longas, atingem seis ou sete centímetros. O urso branco possui orelhas muito curtas; trata-se, sem dúvida, de uma adaptação ao clima frio, pois as perdas de calor ficam, assim, reduzidas. A mandíbula possui quarenta e dois dentes.

A força das formigas e não só

A desproporção entre a formiga e a sua carga foi objecto de observação por parte de um naturalista.

Indo de passeio, viu um salta-montes que parecia andar sem mexer as patas. Reparou melhor e convenceu-se de que o salta-montes não andava; estava morto e, se avançava, era porque uma formiga o ia arrastando. Desejando conhecer a diferença de peso dos dois insectos, apanhou-os e pesou-os, verificando que, enquanto o salta-montes pesava 190 miligramas, a formiga não pesava mais do que 3,2 mligramas. O diminuto animalzinho, por conseguinte, arrastava um peso sessenta vezes superior ao seu.

Para além de possuírem uma força extraordinária, as formigas são imunes à radioactividade. Assim o assegura um cientista sul-africano que, após uma série de experiências, verificou que as formigas continuam a viver depois de terem sofrido uma quantidade de radiação dez vezes superior à dose mortal para um ser humano.

Comunicação entre as formigas

Sabe-se que as formigas também têm fórmulas de comunicação entre si. Em situações de perigo, podemos vê-las correr, de um lado para o outro, sem destino definido. À medida que o inimigo se aproxima, segregam uma gota de veneno que é um aviso a todos os outros insectos do formigueiro.

Comunicação entre abelhas

Um investigador austríaco, que há várias décadas se dedicava ao estudo da vida das abelhas, verificou que estas transmitem umas às outras as suas informações, dando sucessivas voltas no ar, e, assim, conseguem fazer-se entender. Se, por exemplo, uma abelha descobre qualquer maciço de flores, abundante em pólen, regressa à colmeia e indica exactamente o lugar e a distância às suas companheiras, executando, no ar, certo número de voltas cujo número indicará o local com absoluta precisão. Assim, um jardim que fique situado a três ou quatro quilómetros da dita colmeia, será facilmente encontrado pelas abelhas que nunca lá tinham passado.

Velocidade de aranhas

Certas aranhas, quando são perseguidas, chegam a percorrer num minuto, uma distância equivalente a cem vezes o comprimento do seu corpo. Se um automóvel fizesse a mesma coisa, atingiria a velocidade de 1.080 km/hora.

Sobre os golfinhos

O golfinho sempre fascinou os marinheiros e os viajantes. Com efeito, grande velocidade que pode alcançar (35 km/h, com máximos que chegam a 50 km/h), coloca-o em condições de seguir ou de ultrapassar, sem esforço aparente, «brincando» mesmo, muitas embarcações, e a sua companhia é considerada como um sinal agradável e de bom augúrio. Mas para lá destas qualidades que o convertem num mamífero extraordinariamente simpático, o golfinho possui outros dons que o colocam, ainda, mais acima dos outros mamíferos, à excepção do homem.

Já se demonstrou que estes animais possuem um cérebro volumoso e complexo, dotado, inclusive, da substância nigra do mesencéfalo, presente apenas no ser humano e que não existe, inclusivamente, nos símios antropomorfos. Para além disto, desde a antiguidade que se fala de golfinhos relacionados com «salvamento de náufragos»; sabe-se da existência de golfinhos «pilotos» em zonas pouco seguras e perigosas, e d excepcional sociabilidade que os componentes demonstram, evidenciada na defesa e ajuda recíproca.

Papagaios inseparáveis

Conhecem-se, sob a designação de inseparáveis, os pequenos papagaios do género Agapornis, todos eles africanos, à excepção da espécie A. Cana, exclusiva da região malgaxe. Destacam-se, sobretudo, pela grande coesão que existe entre os «casais», a qual chega ao extremo de o macho e a fêmea fazerem as mesmas coisas: se um come ou se lava, o outro imita-o; se o macho prefere uma determinada vocalização, a fêmea une-se ao seu canto, e é provável que, se um adoecer, o outro o cure. Mesmo quando se reúnem em bandos, os pares permanecem unidos.

Como todos os inseparáveis, os mascarados despertaram a curiosidade dos investigadores pela solidez dos vínculos que unem o par e pela assiduidade das «atenções» que permutam entre os cônjuges. Presume-se que, para estes papagaios, o ninho não é apenas um lugar onde põem os ovos, mas também um refúgio para passar a noite.

Fonte: Almanaque da Direcção-Geral de Extensão Educativa – 1990, 1992, 1993, 1995