Feriados nacionais e festividades em 2018

 

Durante o ano de 2018, vão realizar-se, em Portugal, 13 feriados (8 religiosos 5 profanos), e ainda uma festividade popular (Carnaval). Esta, apesar de não ser, efectivamente feriado, cada vez é mais desejada como tal, particularmente porque só os funcionários das administrações central, regional e local têm “tolerância de ponto” nesse dia. No entanto, há cada vez mais empresas privadas a encerrar portas na Terça-feira de Carnaval ou “de Entrudo”, como tradicionalmente é mais conhecido no nosso país.

Vejamos quais são os referidos feriados e fiquemos a saber um pouco sobre cada um deles.

 

1 de Janeiro (Segunda-feira) – Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus

No primeiro dia de Janeiro, a Igreja celebra a Solenidade de Maria, Mãe de Deus (Theotókos): a liturgia coloca a celebração deste importante dogma de fé para os cristãos católicos, cuja proclamação foi motivo de grande júbilo para os primeiros cristãos, no início do novo ano. O uso do termo Theotókos foi formalmente afirmado como dogma no Concílio Ecuménico realizado em Éfeso, no ano 431. A celebração da Solenidade de Maria, Mãe de Deus, data de cerca do ano 500 e foi originalmente comemorada nas Igrejas Orientais.

Nesta data, também se celebra o Dia Mundial da Paz. Inicialmente designado apenas como Dia da Paz, o Dia Mundial da Paz foi criado por proposta do Papa Paulo VI, o qual, numa mensagem divulgada no dia 8 de Dezembro de 1967, sugeriu que este dia fosse celebrado sempre no primeiro dia de cada ano civil (1 de Janeiro), com início no ano de 1968. Desde então, esta celebração nunca deixou de se realizar.

 

13 de Fevereiro (Terça-feira) – Carnaval / Entrudo

O termo Carnaval provém do latim “carpem levare” que significa “adeus carne” ou “retirar a carne” ou ainda estar associado a curru navalis que consistia num carro de rodas marítimo que saía para o mar e significava o retorno à pesca com a chegada da Primavera. Trata-se com efeito de um período de licenciosidade em que, por oposição à Quaresma se come carne, constituindo por assim dizer uma época festiva que se destina simultaneamente a ritualizar a despedida do ano velho e, por conseguinte, o entrudus ou entrada da Primavera e no período quaresmal que a antecede. (Fonte)

 

30 de Março (Sexta-feira) – Sexta-feira Santa

Dia consagrado, pelos cristãos, à meditação da Paixão e Morte Redentora do Mundo. Daí o uso de paramento encarnado, o mesmo do utilizado no Domingo de Ramos e Domingo de Pentecostes, pois Jesus subiu ao Calvário animado pelo Espírito Santo.

 

1 de Abril (Domingo) – Páscoa

É o primeiro Domingo do ano e prolonga a Vigília Pascal.

O “primeiro dia da semana”, dia em que Deus criara a Luz, passa a ser também o Dia do Senhor Ressuscitado e Dia da Igreja reunida em assembleia pascal. S. Agostinho chamará ao Domingo o “8º dia”, em virtude de a Ressurreição do Senhor abrir a História para além das leis do tempo natural ou do simples descanso.

Os Párocos ou grupos de cristãos por eles enviados visitam as famílias cristãs, levando-lhes a mensagem pascal. Esta visita e mensagem dirigem-se às pessoas, pelo que não faz sentido visitar casas vazias.

O toque dos sinos, a água baptismal, o estralejar dos foguetes, o rosmaninho e o alecrim, os ovos (símbolos da vida e do sepulcro por ela rompido), os ramos da Primavera – são recursos de que o povo lançou mão para exprimir a sua fé e alegria na Ressurreição do Senhor. (Fonte)

 

25 de Abril (Quarta-feira) – Dia da Liberdade (apenas em Portugal)

Celebra-se a revolução realizada no dia 25 de Abril de 1974, a qual «veio pôr termo ao regime autoritário implantado pela revolução de 28 de Maio de 1926 e abrir caminho a uma regime democrático assente no reconhecimento dos direitos, garantias e liberdades fundamentais dos cidadãos, e numa concepção pluralista do poder político. Preparada por um numeroso grupo de oficiais de baixa patente – na sua maior parte de capitães – que se organizaram menos de um ano antes em torno de uma reivindicação de carácter corporativo, o seu êxito foi fruto da incapacidade revelada pelo Governo de Marcelo Caetano para ultrapassar a profunda crise de isolamento interno e externo que minava o regime autoritário.» In Dicionário Enciclopédico da História de Portugal

 

1 de Maio (Terça-feira) – Dia do Trabalhador

«A comemoração do 1º de Maio (Dia do Trabalhador) remonta a um episódio do movimento operário no final do século XIX.

Em 1886, uma greve geral de três dias em Chicago, nos EUA, que reivindicava a redução da jornada diária de trabalho de 13 para 8 horas, gerou confrontos violentos entre trabalhadores e polícia. Para controlar a manifestação, as autoridades abriram fogo e mataram quatro operários. No dia seguinte, foi convocada uma marcha de protesto e houve novos confrontos: houve mais disparos da polícia e rebentou um engenho explosivo que terá morto um agente policial, o que levou à detenção de vários manifestantes. Seguiu-se um julgamento em tribunal, que resultou no enforcamento de quatro operários, condenados pelo envolvimento na explosão.

Esta sucessão de episódios levou a que, três anos mais tarde, na Segunda Internacional, os vários sindicatos e forças políticas daquela organização tenham decidido instituir o 1º de Maio como a data em que, todos os anos, os episódios de Chicago seriam recordados, bem como a luta pelas oito horas de trabalho

 

31 de Maio (Quinta-feira) – Corpo de Deus

Celebra-se a «solenidade litúrgica do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, conhecida popularmente como Corpo de Deus, uma celebração com raízes medievais que é feriado nacional.

Desde o século XII, muitas localidades portuguesas unem-se á celebração da festa do Corpo de Deus, invocadora do “triunfo do amor de Cristo pelo Santíssimo Sacramento da Eucaristia”.

A Solenidade Litúrgica do Corpo e Sangue de Cristo, conhecida popularmente como “Corpo de Deus”, começou a ser celebrada há mais de sete séculos e meio, em 1246, na cidade de Liège, na atual Bélgica, tendo sido alargada à Igreja latina pelo Papa Urbano IV através da bula “Transiturus”, em 1264, dotando-a de missa e ofício própriosSaber mais

 

10 de Junho (Domingo) – Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

«O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas celebra a data de 10 de Junho de 1580, data da morte de Camões, sendo também este o dia dedicado ao Santo Anjo da Guarda de Portugal.

Durante o Estado Novo, de 1933 até à Revolução dos Cravos de 25 de Abril de 1974, era celebrado como o Dia da Raça: a raça portuguesa ou as portuguesas e portugueses.» Continuar a ler