Fins-de-semana gastronómicos – Fevereiro 2018

 

Provérbio ou ditado popular: “A Fevereiro e ao rapaz perdoa tudo quanto faz, se o Fevereiro não for secalhão e o rapaz não for ladrão.” Conheça outros provérbios sobre os meses do ano.

 

Amares – 2,3 e 4 de Fevereiro

O “fim-de-semana  gastronómico” de Amares decorre entre os dias 2 e 4 de Fevereiro de 2018, ou seja, no fim–de-semana que antecede o Festival das Papas de Sarrabulho.

Falar de Amares é falar de tradição, de uma gastronomia forte e enraizada, terra de exímios cozinheiros e de carnes de excelência. Esta simbiose de fatores leva a que o concelho apresente produtos exclusivos na sua qualidade, como são as papas de sarrabulho, as pataniscas de bacalhau e o pudim de laranja. As papas, confeccionadas apenas no Inverno, por altura da matança do porco, são servidas como sopa, acompanhadas por rojões à moda do Minho, que, respeitando o receituário, fazem desta especialidade um “ex-libris” da gastronomia tradicional.

Pretende-se, com este evento, preservar uma herança cultural deixada pelos nossos antepassados, valorizando um prato típico minhoto, devendo os apreciadores da boa gastronomia percorrer o concelho Amares, durante a época fria, para saborearem a riqueza e variedade gastronómica, proveniente da carne de porco.

O que pedir nos restaurantes aderentes: Pataniscas de bacalhau | Papas de Sarrabulho | Pudim de Laranja.  

 

Chaves – 2, 3 e 4 de Fevereiro

A gastronomia flaviense é única e inigualável. Qualidade, sabor e textura fazem dos seus pratos iguarias para mais tarde recordar: o famoso Presunto de Chaves. célebre por cá e por terras de além, o Pastel de Chaves, produto com Indicação Geográfica Protegida, e o Cozido, servido com os melhores enchidos da região.

Enfim, o melhor é passar um fim-de-semana em Chaves e provar tudo o que de bom este concelho tem para lhe oferecer.

O que pedir nos restaurantes aderentes: Pastel de Chaves IGP | Cozido à Transmontana | Rabanadas

 

Bragança – 9, 10 e 11 de Fevereiro

A gastronomia de Bragança destaca-se pela qualidade dos seus produtos, com sabores e aromas que parecem exalar das paisagens de onde provêm.

A confecção simples é orientada por mãos sábias, que conhecem bem a origem dos ingredientes, muitas vezes trazidos diretamente da horta para a cozinha. Uns chamam-lhe Butelo, outros chouriço de ossos… enfim, são vários os nomes para produtos semelhantes do fumeiro regional da Terra Fria Transmontana. É inegável que se trata de um prato muito apreciado, que distingue o fumeiro da terra fria transmontana de muitos outros.

O que pedir nos restaurantes aderentes: Tábua de enchidos | Butelo com casulas | Pudim de Castanha

 

Moimenta da Beira – 9, 10 e 11 de Fevereiro

Moimenta da Beira, retalho Aquiliniano do Centro Norte de Portugal, é arrojada na sua herança gastronómica. Povoado por gentes afáveis que desbravaram as Terras do Demo, e que as moldaram com a sua identidade, projetaram-se gastronomicamente através da sua diversidade de ementas.

Foi através da singular riqueza do seu vocabulário, e oriundo de uma forte identidade cultural que ilustra a nossa intensidade territorial, que Aquilino Ribeiro demonstra um conhecimento profundo da região, e como um bom beirão, o escritor é devoto das iguarias regionais, em que a presença do vinho é uma constante. A cozinha tradicional Moimentense assume várias facetas conforme as épocas festivas, os usos, os costumes e as colheitas, qual deles o mais opulento em sabedoria popular.

Visite-nos e deleite-se nos sabores e saberes da nossa região. “Fidalguia sem comedoria é como gaita que não assobia”. (Aquilino Ribeiro, in “Terras do Demo”)

O que pedir nos restaurantes aderentes: Queijo fresco, com doce de abóbora | Cozido à Portuguesa | Tarte de Maçã

 

Penedono – 9, 10 e 11 de Fevereiro

A gastronomia de Penedono inspira-se na simplicidade e genuinidade dos seus costumes, da sua agricultura – com uma presença cada vez mais vincada -, não descurando a riqueza a diversidade de sabores.

Na região de Penedono é possível degustar a famosa marrã (carne de porco), o arroz de coelho, o borrego estufado com batatas, as papas de sarrabulho, os enchidos (chouriças, moiras e farinheiras), o caldo de abóbora com leite, o caldo de castanha, a sopa de feijão, os queijos de cabra e de ovelha.

O que pedir nos restaurantes aderentes: Enchidos (chouriças, moiras e farinheiras) | Porco Bísaro com Castanha | Farófias

 

Castelo de Paiva – 16, 17 e 18 de Fevereiro

Castelo de Paiva tem uma gastronomia rica e diversificada, cujos sabores e saberes foram passando de geração em geração.

Além da carne provinda dos pastos e dos montes, apresenta também pratos de peixe, graças aos cursos de água que atravessam o concelho. Num dourado de aguçar o apetite, está a nossa doçaria tradicional.

A acompanhar, o afamado Vinho Verde de Castelo de Paiva.

O que pedir nos restaurantes aderentes: Fumeiro tradicional | Arroz de Lampreia | Rabanadas à moda de Paiva

 

Miranda do Douro – 16, 17 e 18 de Fevereiro

Sabores e gostos apuradíssimos, de irresistível aspecto e cheiro, provocadores de deliciosos “pecados”. Não há restaurante que se preze que não ostente o seu prato típico, o seu melhor prato.

No concelho de Miranda do Douro, é sempre difícil a escolha: aqui os pratos típicos aliciam-nos e “baralham” as dietas… Quando se sentar à mesa num dos muitos restaurantes do concelho, esquecer-se-á do relógio e render-se-á aos prazeres da gula.

O que pedir nos restaurantes aderentes: Tabafeia assada na brasa | Posta à Mirandesa | Bola Doce Mirandesa