Fitoterapia – os benefícios de algumas ervas aromáticas

 

A história da fitoterapia (tratamento à base de plantas) é tão velha como o mundo, Desde o início dos tempos que o Homem procurou manter a saúde e curar as doenças através do uso de certas plantas, muitas delas conhecidas entre nós como “ervas aromáticas”. Este conhecimento esteve, em tempos, rodeado de segredos e muito ligado às artes mágicas. A partir dos séculos XVI e XVII, particularmente com os descobrimentos portugueses e a importação de muitas plantas exóticas para a Europa, a fitoterapia entrou numa fase de enorme expansão.

Nos séculos XIX e XX, com a descoberta dos antibióticos e dos medicamentos sintetizados em laboratório, a fitoterapia passou por um período de relativo esquecimento. No entanto, desde os anos 60 do século passado, e acompanhando a filosofia de retorno à Natureza surgida nessa época, tem vindo a afirmar-se como uma alternativa viável e eficaz aos produtos químicos. Actualmente, as opções são incontáveis, sendo possível tratar quase todos os “males” através das plantas. Alertamos para o facto de que a utilização destas e de outras plantas deve ser feito sob a orientação de um(a) especialista.

Alecrim – Pode ajudar nas dores musculares, problemas da vesícula, problemas de ossos, dores de cabeça e depressões. Pode ainda ser utilizado em problemas de anorexia, falta de memória, digestões lentas, flatulência e também como activador da circulação e anti-inflamatório. O óleo é conhecido por ajudar na bronquite, sinusite, no cansaço e como estimulante do sistema circulatório.

Aneto ou Endro – É tradicionalmente utilizado para combater cólicas, soluços, flatulência e dores de estômago nos adultos.

Coentros – Estas ervas aumentam a quantidade de ferro no nosso corpo.

Erva-príncipe  – Tem reconhecidas propriedades digestivas.

Funcho ou Fiolho – É utilizado contra a flatulência e cólicas infantis, e previne a azia e a indigestão.

Hortelã-pimenta – Tem óleos essenciais com propriedades terapêuticas indicadas para o tratamento de perturbações digestivas, inflamações, espasmos e dores gerais.

Louro – Conhecido por facilitar a digestão, também afasta os insetos dos alimentos. Por exemplo: coloque uma folha de louro nos recipientes do arroz, farinha, feijão, e nunca mais os alimentos serão afetados por insectos.

Manjericão – Planta rica em magnésio, ferro, cálcio, potássio e vitamina C. Devido à presença do magnésio, o manjericão melhora a saúde do sistema cardiovascular, pois estimula os músculos e vasos sanguíneos a relaxar, melhorando o fluxo sanguíneo e reduzindo o risco de arritmias cardíacas.

Orégãos – Possuem propriedades antioxidantes e são aconselhados no combate de inflamações. Ajudam, ainda, no problema de aerofagia (excesso de ar no estômago).

Salsa – É considerada estimulante e diurética, boa fonte de vitaminas A e C e auxiliar na digestão. Em forma emplastro, pode ser aplicada para aliviar dores e irritações de picadas de insectos.

Salva – É utilizada para dar ânimo e energia, mas também para limpeza dos dentes, através da remoção do tártaro. Um banho tónico com um pouco de salva faz revigorar o corpo e a mente. É recomendada para diabéticos. A infusão das folhas secas ou frescas actua sobre o aparelho digestivo, além de ser utilizada como tónico e estimulante hepático ou para melhorar a circulação.

Stevia – Óptima para quem sofre de obesidade, uma vez que uma porção de 100 miligramas contém menos de meia caloria; para além disso atenua a necessidade de petiscar, assim como o desejo de comidas com gorduras.

Tomilho – Rico em ferro e cálcio, tem propriedades antisséticas e anti-inflamatórias e é tradicionalmente utilizado também como digestivo e expectorante, sendo eficaz a melhorar problemas respiratórios e torácicos, como a tosse e a bronquite. Também é muito eficaz para ajudar a vesícula preguiçosa.

Saiba quando pode semear ou plantar algumas destas ervas aromáticas na sua horta.

 

A propósito deste tema, sugerimos a leitura dos seguintes textos:

À descoberta das esplêndidas ervas aromáticas
Dizem os historiadores que, desde o Paleolítico, o homem se habituou a procurar as ervas mais apropriadas para a alimentação, mas também para a cura dos seus males. As referências, primeiro em cavernas e, mais tarde, em documentos, são prova disso. A Bíblia, o Talmude e o Corão, por exemplo, mencionam e indicam ervas para uso pessoal e cerimonial. Mas a proliferação das ervas e temperos está sobretudo ligada à história dos meios de transporte e à imigração de povos. A sua importância ganha outra dimensão com o empenho dos europeus, em particular dos portugueses, em encontrar um caminho para a Índia, com a finalidade de adquirir especiarias. Continuar a ler

Doenças e ervas medicinais
Todas as plantas têm princípios activos, capazes de interferir a nível biológico se ingeridos pelo organismo humano. Destiladas, a maioria das plantas produz essências, álcool e gases combustíveis. Associadas a estas substâncias estão outras que, pela sua concentração, dão propriedades específicas às plantas, como é, por exemplo, o caso das papoilas que produzem o ópio. Continuar a ler

Plantas aromáticas e medicinais
“Existem plantas aromáticas e medicinais das mais variadas espécies, apresentando consistência herbácea, semi-herbácea ou lenhosa, e com possibilidade de aproveitamento de uma parte da planta ou da sua totalidade. Estas plantas possuem na sua composição, para além das substâncias presentes em todas as outras (como água, sais minerais, ácidos orgânicos, hidratos de carbono ou substâncias proteicas), compostos que as diferenciam e conferem propriedades especiais, tais como alcalóides, glucosídeos, óleos essenciais, taninos, entre outros, permitindo a sua utilização em medicina, na alimentação, como conservante, aromatizante ou no fabrico de cosméticos e perfumes. Continuar a ler