Jacinta apresenta novo disco e novo livro

 

PRESS – LIVRO – “Práticas Performativas no Jazz Vocal – uma auto-etnografia crítico analítica”

Jacinta tem novo disco e um novo livro. Apresentação no dia 23 de Fevereiro 2019, Hotel Moliceiro – Aveiro, pelas 18h30

“Leitura agradabilíssima e que se faz quase de um fôlego só.”
(Maria Manuel Baptista, Professora Catedrática da Universidade de Aveiro, 2019)

Tanto “Semhora” (Disco) como “Práticas Performativas no Jazz Vocal – uma auto-etnografia críticoanalítica” (Livro), são resultado de anos de estudo de música popular (aqui entendida como espaço de inscrição de subjetividade), que culminou com a defesa do doutoramento em Junho de 2018.

O disco e o livro completam-se e não se podem dissociar dada a ligação teórica e temporal que levaram a cantora a gravar determinadas canções, num determinado contexto e com um formato específico. O mesmo se pode dizer do livro, uma vez que foi sendo criado em simultâneo.

Nas palavras de Maria Manuel Baptista (2019), Professora Catedrática da Universidade de Aveiro, acerca do livro salienta: “No caso da obra em apreço, o que mais impressiona é a presença inquietante da pergunta, das muitas questões que são colocadas, e que, ininterruptamente, trabalham o texto, não o deixando navegar num mar calmo de certezas”.

O objeto central deste estudo é o improviso em jazz, cuja investigação se desenrola articulando três vertentes. “A primeira parte: um discurso de pendor filosófico e até poético, onde a performer parece descobrir-se através da palavra poética, sugerida frequentemente por Deleuze e Guattari, da qual imediatamente se apropria para a compreensão dos processos implicados na improvisação em jazz” (Baptista, 2019), fazendo emergir aqui questões pertinentes no mundo das artes como são os processos de subjetivação, das metamorfoses identitáriase das indústrias culturais.

Na segunda parte o foco é a caracterização da natureza, lugar e especificidades dos processos de improvisação, seja no jazz, seja – de uma forma mais lata – na música popular entendida como espaço de inscrição da subjetividade. “Mas o que torna a leitura ainda mais instigante e até ‘desterritorializante’, tanto para a autora como para o leitor, é a espécie de polifonia linguística que o seu texto instaura, ora abordando questões teórico-filosóficas ora descendo à concretude e até a uma escrita intimista, diarística e por vezes irónica, que compõem um vasto e minucioso processo descritivo auto-etnográfico, que nunca abandona a linguagem técnica específica do campo da arte, da música e da improvisação em jazz” (Baptista, 2019).

Na terceira vertente são contempladas preocupações de ordem pedagógica que se levantam a quem ocupa o papel de docente de canto. Assim, todas as reflexões e investigações consubstanciam-se, no termo do percurso, numa proposta de aplicação práticadestinada a funcionar como um conjunto de guias a serem eventualmente aplicadas no processo de ensino-aprendizagem do improviso em jazz.

Apoiada em investigações realizadas em áreas relevantes para o assunto em questão, indo da área da performance artística e dos processos de subjetivação, passando pelo domínio das práticas pedagógicas do ensino da música e do canto, da morfologia do aparelho vocal na sua ligação com as técnicas vocais e da música popular, enquanto meio privilegiado da inscrição do subjetivo, sem esquecer a área das práticas concretas que favorecem e preservam aqueles cujo instrumento é a voz, Jacinta /Jazzinta faz ainda uso de um enquadramento filosófico (que recorre sobretudo a Deleuze e Guattari), focado principalmente no aspeto da improvisação e na caracterização do seu acontecer” (Baptista, 2019).

“Penso que é uma leitura profunda aquela que faz, pregnante e muito inteligente, para além de um excelente exercício de rigor e seriedade, que vale bem a pena pelas respostas que nos traz, mas sobretudo pelas questões que nos deixa”.

Por isso, em nosso entender, esta obra constitui um excelente exemplo, uma inspiração, mas também um apelo para que se compreenda melhor, e se possa fazer mais e diferente, no que ao ensino, às artes e à cultura diz respeito” (Baptista, 2019).

 

PRESS – NOVO DISCO – “SEMHORA”

“Semhora” é o sétimo álbum da cantora de jazz, Jacinta.

Este álbum é um trabalho arrojado onde Jacinta partilha o palco com um único instrumentista –  de baixo elétrico de seis cordas. É acompanhada por um baixista virtuoso da cena musical brasileira, Paulo Dantas, que aqui embarca em mais uma das suas aventuras. O registo do álbum foi realizado ao vivo, na cidade de Teresina, no Piauí. O álbum é constituído por seis grandes composições do repertório brasileiro e seis do repertório norte-americano, com arranjos da própria cantora.

Senhora de mim
Senhora do próprio destino
Senhora da minha música
Senhora sem hora… “Semhora”

 

Resumo Biográfico – JACINTA

Doutorada em Estudos Culturais, na área de Performance, pela Universidade do Minho, Portugal e professora assistente no curso de música da Universidade Federal do Piauí, Jacinta realiza pesquisa na área de Performance e Improvisação Jazz Vocal, que experiencia profissionalmente há mais de 25 anos. É mestre em Música pela Manhattan School of Music, Nova Iorque, instituição que lhe atribuiu bolsa de estudos completa na área de Canto Jazz Performance. Licenciada em Ensino de Música, na área de composição e música de câmara, pela Universidade de Aveiro. Cantora de jazz com carreira internacional e seis discos no mercado, Jacinta editou na Blue Note Recordse foi galardoada com disco de ouro pelo seu disco Tribute to Bessie Smith. Figura como representante portuguesa em mais de 20 coletâneas diferentes de jazz vocal onde aparece conjuntamente com artistas como Diana Krall, Cassandra Wilson, Diane Reaves, Jane Monheit, Norah Jones e Stacey Kent.  Gravou o seu segundo album, Day Dream, com o saxofonista Greg Osby; e atuou em duo com os pianistas Jason Moran e Gonzalo Rubalcaba.

Fonte (Texto e imagens): Press release