O Calendário Babilónico

O Calendário Babilónico é um dos calendários mais antigos hoje conhecidos, e era constituído por 12 meses lunares (divididos em quatro semanas), de 29 ou 30 dias cada um, cujo início era assinalado pelo aparecimento da Lua Nova.

Foi cerca do do século XVIII a.C. que o Império Babilónico, dominando a região mesopotâmica, sistematizou o ano adotando o calendário lunar da cidade sagrada sumeriana de Nipur.

O ano tinha 354 dias, 11 dias a menos que o ano solar. Ao fim de três anos havia um desfasamento de cerca de um mês em relação ao ano solar. Para resolver essa diferença foi acrescentado um mês complementar (13º mês) ao final de cada período de três anos.

O mês suplementar foi introduzido após Ululu ou Adaru, conservando o mesmo nome seguido da indicação de segundo.

Para determinar a época de acrescentar o mês complementar, observava-se o nascer de determinadas estrelas e constelações. Muitas observações causavam erros. Chegou-se a colocar dois meses suplementares no mesmo ano.

Cerca do ano 480 a.C., os babilónios adoptaram um ciclo de 19 anos, no qual introduziam os meses complementares em sete anos, inserindo um mês nos anos 3, 6, 8, 11, 14, 17, e 19 do ciclo. Dessa forma conseguiam maior concordância entre o ano lunar e o solar. O ano lunar começava no primeiro dia de Nisamu, na Primavera.

Os nomes dos meses babilônicos eram Nisanu, Adaru, Simanu, Du'uzu, Abu, Ululu, Tashritu, Arakhsamna, Kislimu, Tebetu, Shabatu, Adaru. Um mês Adaru adicional, o Adaru II, era intercalado seis vezes em cada ciclo de 19 anos, menos no décimo sétimo. Neste ano, inseria-se o mês Ululu II.

O Calendário Judaico está muito relacionado com este calendário.

O mais famoso rei da Babilónia foi Hamurabi (1792 a.C. a 1750 a.C.), o qual criou um conjunto de leis para proteger a propriedade, a família, o trabalho e a vida humana, e que hoje é conhecido como Código de Hamurabi.