O Calendário Chinês

O calendário chinês é um dos mais antigos registros cronológicos que há na história dos povos, e é um calendário lunisolar e astronómico. Para a sua elaboração é necessário conhecerem-se os momentos em que acontecem certos fenómenos astronómicos, ou seja, este calendário necessita de um calendário auxiliar, que pode ser, por exemplo, o calendário gregoriano.

O calendário chinês surgiu com o terceiro herói cultural, Huang-ti, o Senhor Amarelo ou Senhor Augusto. Foi introduzido em 2.637 a.C., baseado nas fases da lua e, posteriormente, no ano lunissolar de 12 meses. Cada mês pode ter 29 ou 30 dias e o ano tem 354 ou 355 dias.

Comporta dois ciclos: um de 12 anos (354 ou 355 dias, ou 12 meses lunares) e um de sete anos (com anos de 383 ou 384 dias, ou 13 meses). Os chineses inserem meses adicionais em intervalos fixos para resolver a diferença entre o ano solar (365 dias) e o ano lunar (354 dias). O ano novo começa sempre em uma lua nova, entre 21 de Janeiro e 20 de Fevereiro.

Os meses do calendário chinês começam no dia em que ocorre a Lua Nova astronómica e os dias têm início à meia-noite. Para se conseguir estabilizar as estações neste calendário, é intercalado, ocasionalmente, um décimo terceiro mês, pelo que os anos normais têm 12 meses e os anos abundantes ou embolísmicos têm 13 meses.

E com o calendário, onde cada ano recebe o nome de um dos 12 animais: galo, cão, porco, rato, búfalo, tigre, gato, dragão, serpente, cavalo, cobra e macaco, surgiu o horóscopo chinês, os 12 signos animais ou subdivisões do mundo (que formam o Astral Chinês).

Os anos do Dragão repetem-se a cada 12 anos. O ano do Dragão Dourado ocorre uma vez a cada 3000 anos (ocorreu no nosso ano 2000) e é suposto trazer a harmonia completa dos cinco elementos da filosofia chinesa (metal, madeira, água, fogo e terra), o que se reflectiria num sentimento de felicidade para todos.