O calendário o que é? Saiba mais…

 

O calendário é um sistema apresentado sob a forma de livro ou tabela, contendo a divisão cronológica do ano em meses, semanas e dias, podendo indicar também as fases da Lua, festas religiosas e civis.

Este termo provém do latim calendarium, livro de contas onde se registavam as calendas em que os juros deviam ser pagos. [“calandae “, era o primeiro dia do mês romano, em que as contas eram pagas].

Os calendários podem classificar-se em lunares, solares e luni-solares, segundo o fenómeno astrológico que os fundamenta.

Os Babilónios usaram o calendário solar, enquanto os Egípcios [que terão inventado o calendário em 3.000 a.C.] se regiam pelo calendário solar. Para estes, o ano tinha 365 dias, repartidos em meses de 30 dias cada, mais cinco dias complementares.

O primeiro calendário romano foi utilizado por Rómulo. O ano tinha 300 dias, divididos em 10 meses. Numa Pompílio acrescentou dois meses ao ano, mais foi Júlio César (calendário juliano) quem alterou o calendário de acordo com o ano solar.

O ano tinha 365,25 dias, repartidos por 12 meses desiguais. Todos os quatro anos havia um bissexto (366 dias). O erro acumulado com esta reforma era de 7 dias ao fim de 900 anos. O papa Gregório XIII (1582) reformou o calendário (calendário gregoriano), mudando o dia 5 de Outubro para o dia 15 do mesmo mês. Este calendário por quase todos os países da Europa entre 1582 e 1587. A URSS adoptou-o 1918 e a Turquia em 1927.

Durante a Revolução Francesa, 22 de Setembro de 1792, a Convenção promulgou o Calendário republicano, que esteve em vigor 15 anos. Cada mês era composto por 30 dias, divididos em três decanatos. No final do ano eram somados 5 ou 6 dias. Os nomes dos meses referiam-se ao tempo e aos trabalhos campestres.

No calendário muçulmano, os meses seguem o curso da Lua, tendo 29 ou 30 dias. Os anos têm 12 meses, 354 dias comuns e 355 dias abundantes. É usado pelos Turcos e Árabes. Teve a sua origem no primeiro ano da Hégira (16 de Junho de 622 d. C.).

O calendário judaico é lunar e os meses têm 29 ou 30 dias. O ano é composto por 12 ou 13 meses lunares (embolísmico). No primeiro caso, o ano tem 353, 354 ou 355 dias, no segundo tem 383, 384 ou 385 dias.

O calendário perpétuo é uma tabela que permite encontrar o calendário de qualquer ano e resolver problemas relacionados com a datação.

Fonte: Nova Enciclopédia Portuguesa

 

Em I a.C., o Almanaque Farnésio, gravado em mármore, apresentava os trabalhos agrícolas do ano, e no século XV, o primeiro calendário alemão fazia exactamente o mesmo.

O ano de 2016 corresponde aos anos de:

4360 do dilúvio bíblico;

2054 da era de César;

2016 do nascimento de Jesus Cristo;

1436 da era muçulmana;

139 da invenção do telefone;

119 da aviação;

118 da invenção da telefonia sem fios;

81 da televisão;

72 da era atómica;

59 do lançamento do primeiro satélite;

55 do lançamento dos primeiros astronautas;

47 dos primeiros homens a pisar o solo lunar.

Calendário é também o sistema de medição do tempo que se necessita para a vida civil, dividindo o tempo em dias, semanas, meses e anos. As divisões do calendário estão baseadas nos movimentos aparentes do Sol e da Lua.

Calendas – nome atribuído ao primeiro dia de cada mês pelos Romanos. Os seus meses eram divididos em três partes: as Calendas, os Idos e as Nonas. As primeiras eram no dia 1, os segundos no dia 13 ou 15 e as terceiras, nove dias depois dos Idos. As calendas eram destinadas aos pagamento de dívidas. O nome de véspera era dado ao dia antes das calendas, das nonas e dos idos. Como os Gregos não tinham calendas, a expressão «pagar nas calendas gregas» significava nunca chegar a pagar. (Fonte: Nova Enciclopédia Portuguesa)

Um dia é a média de tempo necessária para uma rotação da terra no seu eixo.

O ano está baseado no tempo necessário para uma rotação da terra à volta do Sol, e é chamado o ano solar.

Um ano solar ou trópico tem 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 45,5 segundos.

O mês era calculado pelos povos antigos como o tempo entre duas luas cheias, ou o número de dias necessários para que lua desse uma volta ao redor da terra. (29,5 dias). Esta medida chamada de mês lunar, resultava num ano lunar (de 12 meses) de 354 dias, 11 ¼ dias mais curta que o ano solar.

A semana deriva da tradição judia-cristã, de descansar ao sétimo dia. Os romanos davam aos dias da semana, nomes em honra do Sol, da Lua e de vários planetas

Sabe…

… porque é que o ano tem doze meses?

É preciso um ano para que a Terra complete a sua rotação à volta do Sol. Durante esse tempo, a Lua descreve doze rotações em torno da Terra. O mês corresponde aproximadamente à duração de cada uma dessas rotações. O calendário foi estabelecido segundo isso.

… porque são sete os dias da semana?

A Lua gira em torno da Terra mais ou menos vinte e oito dias, e durante esse período de tempo ela apresenta quatro aspectos diferentes: Lua Nova, Quarto Crescente, Lua Cheia e Quarto Minguante. Dividindo-se vinte e oito por quatro, obtêm-se sete dias… ou uma semana.

Calendários antigos

Os antigos babilónios tinham um calendário lunar de 12 meses lunares de 30 dias cada, e adicionavam meses extras quando necessitavam acertar o calendário com as estações do ano.

Os antigos egípcios foram os primeiros a substituir o calendário lunar pelo solar, baseado no ano solar. Mediam o ano solar em 365 dias, divididos em 12 meses de 30 dias cada, com 5 dias extras no fim. Cerca de 238 AC, o rei Ptolomeu III ordenou que um dia extra fosse adicionado de cada 4 em 4 anos, similar ao moderno ano bissexto.

Na antiga Grécia utilizou-se um calendário de ano lunar de 354 dias. Os gregos foram os primeiros a intercalar meses extras com base científica, adicionando meses em intervalos específicos do ciclo dos anos solares.

Informações recolhidas na net