Os signos do Zodíaco – breve introdução

 

Os astrólogos crêem que a pista mais importante para definir o carácter das pessoas é o signo do seu nascimento – o signo do zodíaco em que o Sol se erguia quando elas nasceram. Para uma análise completa do carácter, a posição exacta da Lua e outros planetas no momento do nascimento é também tomada em consideração, ao traçar-se o horóscopo de uma pessoa.

O zodíaco é a zona do céu ao longo da qual o Sol, a Lua e os principais planetas parecem mover-se. Em Astrologia, esta zona circular é dividida em 12 segmentos, ou signos do zodíaco, que têm o nome das constelações.

 

Aquário (21 de Janeiro a 19 de Fevereiro)

Em todas as mitologias do mundo, existe um dilúvio e a primeira criação quase é destruída inteiramente pelas águas. Depois, com a ajuda de alguns elementos poupados, a criação reconstitui-se segundo um modelo parecido com o anterior, mas refinado pela experiência, possuindo conhecimentos mais aprofundados sobre os seres e as coisas, assim como sobre o sentido do universo criado. É a esta destruição, seguida de uma reconstituição, que se reporta o Aquário, mesmo nas mais antigas mitologias.

Simbolicamente, o Aquário é representado por um homem de idade madura, transportando uma vasilha, cujo conteúdo derrama diante de si, sobre o solo. Parece que os antigos quiseram significar, com isto, que o homem, chegado à sabedoria através das provas da vida, deve fazer beneficiar os outros da sua aquisição.

Os nativos de Aquário são pessoas generosas e sensíveis. Possuem um elevado sentido de independência, com natural tendência para o mando. Detestam questões e dificilmente se submetem a vontades alheias. São, no entanto, sociáveis, respeitando a personalidade dos outros. São devotadas nas suas amizades, que nem sempre lhe são retribuídas na mesma medida.

Em questões de amor, ou são sentimentais em extremo ou frias e indiferentes, mas sempre sinceras, pois amam a verdade, acima de tudo, não tolerando meios termos.

 

Peixes ( 20 de Fevereiro a 20 de Março)

O signo de Peixes está fortemente marcado por uma noção de água que escorre de toda a parte e da terra que ela arrasta e dilui. Diz-se, muitas vezes, que este período rompe os diques e desfaz toda a coesão. Se é assim, o que há é um recomeçar, uma vida nova a partir dessa dissolução.

Nesta época do ano, o futuro desenha-se, mas nada está ainda decidido, tudo está fundido em tudo. É isso que quer representar o desenho simbólico do signo: dois peixes nadando em sentido inverso e ligados entre si por um fio condutor. Desenvolvem-se forças opostas e dessa oposição nasce a criação.

Pensa-se ver neste signo os dois mundos: à esquerda, a supressão provocada pelo Dilúvio; à direita, o nascimento de um mundo novo, estando a transição assegurada pela Arca de Noé.

Os indivíduos nascidos sob a influência deste signo são idealistas. Ora tímidos, ora corajosos, mas sempre devotados aos seus ideais, sem reacções violentas, tornam-se algumas vezes indolentes e tolerantes. São sociáveis e hospitaleiros, com forte vontade de concordar com todos.

Capazes de amar apaixonadamente, exigem dos outros correspondência total. Se acontece encontrarem na pessoa amada coragem,  e decisão, transformam-se e podem vir a ser imensamente felizes.

 

Carneiro (21 de Março a 20 de Abril)

A história da mitologia relacionada com esta constelação conta-nos que Pirro, filho de Aquiles, o herói da guerra de Tróia, fora transportado e à sua irmã num carneiro que tinha o velo (pele) de ouro. Chegados ao seu destino, Pirro decidiu imolar o carneiro aos deuses, pendurando a pele no templo de Marte, deus da guerra.

Diz-se também que o carneiro, dada a sua constituição, é fraco por trás e forte pela frente e, por isso, pode simbolizar o calor progressivo do Sol. Com efeito, no signo do Carneiro, depois que sejam iguais a noite e o dia, este último crescerá e com ele a luz, o calor, bem como as manifestações de vida.

As pessoas nascidas sob a influência deste signo são dinâmicas. ambiciosas e dotadas de um forte desejo de mando e poderio. A acção é a sua palavra de ordem, inspirando sempre confiança nos seus empreendimentos. Agradam pela sua franqueza e espontaneidade. Porque são decididos, não esmorecem perante os obstáculos que se lhes deparam.

No amor, mostram-se receosas da escravidão. São violentos nos seus afectos, tanto podendo adorar como odiar. Embora leais, nem sempre são cómodos.

 

Touro (21 de Abril a 20 de Maio)

O período do Touro parece favorecer a abundância, dada a verdura das árvores e a altura da relva das pastagens. Há como que o acordar de um instinto e, acima de tudo, a beleza da Natureza e da criatura viva.

A representação simbólica do signo do Touro é um disco encimado por um crescente, cujas pontas se voltam para o ar. O disco representa a cabeça do animal; o crescente, o par de chifres. Outros veem no pequeno crescente uma alusão à Lua, símbolo de fecundidade e, no disco, o suporte concreto da vida.

O Touro simboliza a matéria, o fruto, a existência e a constância, equivale ao animal que prepara a terra para a fazer fecunda e simboliza o paciente lavrador que a trabalha para que ela frutifique.

Os nativos deste signo são pessoas calmas, ponderadas e reflectidas. São incansáveis e apaixonadas por tarefas grandiosas, com bom poder de organização. A sua grande qualidade é a constância, e o seu maior defeito, se assim se pode chamar, é a teimosia de vencer. De convívio fácil e muito franco, são pessoas amigas dos seus amigos, mas são também adversários tenazes quando falseados ou traídos. Quando isto acontece, todo o cuidado é pouco.

Em questões de amor, são ciumentas e possessivas. Amam apaixonadamente, com violência e ardor. Estes predicados chegam a tornar difícil o convívio com os nativos deste signo.

 

Gémeos (21 de Maio a 20 de Junho)

Porquê este nome? Porque duas estrelas semelhantes e muito próximas brilham no firmamento, e nelas se quis ver dois gémeos exactamente iguais. Este signo simboliza, primeiro, as iniciais e difusas sensações do recém-nascido, despois as da criança. Representa, em certo sentido, todos os contactos do ser humano com o mundo exterior.

Apresenta-se, talvez por causa disso, sob uma forma humana. Por outro lado, o signo é duplo, chamando a atenção para o dualismo das tendências num mesmo indivíduo. Os antagonismos vão permitir a evolução do universo criado e essa dualidade dá ao homem uma esperança de eternidade. O fenómeno dos Gémeos é de juventude: juventude de uma raça que procura e que se descobre.

Os indivíduos nascidos sob a influência deste signo podem considerar-se os mensageiros, os intermediários. São pessoas inteligentes, com tendência a interessar-se por muitas coisas ao mesmo tempo. São esquivas, possuindo rapidez de pensamento e acção. De imaginação criadora, são, no entanto, superficiais e incapazes de tarefas exaustivas. São honestas, mas para elas não existe o ontem ou o amanhã, há apenas a hora que passa.

No amor, são pessoas simpáticas. Agrada-lhes a conquista, sabendo tirar o proveito das ocasiões, mas são, por vezes, inconstantes nos seus afectos.

 

Caranguejo (21 de Junho a 21 de Julho)

O signo do Caranguejo corresponde ao período do ano em que predomina a noção das forças geradoras da maternidade, da fecundidade. O Caranguejo representa um óvulo fecundado que dará, mais tarde, a semente.

Simbolicamente, o signo é apresentado por um caranguejo, e a escolha justifica-se porque estes crustáceos protegem-se atrás de uma poderosa carapaça.

O sentido profundo do signo reporta-se a tudo o que está encerrado e que está prestes a sair. Tudo o que está em gestação tem necessidade de água, e o Caranguejo é um signo de água, que é fonte de vida.

Os que nascem sob este signo são influenciados pelos caracteres mais complexo do Zodíaco. São muito sensíveis, inquietos e sempre dominados pelo horror ao sofrimento. De actividade mental intensa, falta-lhes a combatividade no campo físico.

Gostam de conforto e de ambientes requintados. Têm gosto pelas viagens, embora apreciem também o sossego do lar e do aconchego da família. Sabem escolher os amigos que, por isso mesmo, são poucos.

No amor, o sentimento comanda todos os seus actos. Sentem uma imperiosa necessidade de amar, exigindo da outra parte correspondência total, o que os torna muitas vezes ciumentos.