Pessoas famosas que não morreram de velhice!

 

Ao logo dos tempos, homens e mulheres célebres entre os seus contemporâneos, e junto das gerações seguintes, não morreram de velhice, antes viram a sua vida interrompida por circunstâncias adversas: uns foram condenados à morte, outros foram assassinados, outros, ainda, suicidaram-se impelidos pela depressão em que viviam. Mais recentemente, alguns foram vítimas de acidentes (de automóvel, queda de cavalo), de overdose (droga, álcool ou uma mistura dos dois), ou de doença prolongada e/ou incurável, etc.

 

Sócrates (c. 469 – 399 a.C.) foi condenado a beber cicuta

Dadas as suas ideias inovadoras em relação a muitos aspectos, Sócrates começou a atrair a atenção de muitos jovens atenienses. As suas qualidades de orador e a sua inteligência, também contribuíram para o aumento de sua popularidade. Temendo algum tipo de mudança na sociedade, a elite mais conservadora de Atenas começou a encarar Sócrates como um inimigo público e um agitador em potencial. Foi preso, acusado de pretender subverter a ordem social, corromper a juventude e provocar mudanças na religião grega. Foi condenado a suicidar-se, na sua cela, bebendo cicuta, em 399 a.C.

 

Demóstenes (384 a.C. – 322 a.C.) suicidou-se com veneno

Após a morte de Alexandre, em 323 a.C., Demóstenes é chamado de volta a Atenas, de onde estava exilado, e retoma suas atividades. Alia-se, então, à revolta contra Antípatro. Tendo falhado tal revolta, Antípatro exige a entrega dos chefes revoltosos. Demóstenes foge para o templo de Poseidon na ilha grega de Calauria. Quando percebe que está cercado pelos soldados de Antípatro, suicida-se com veneno.

 

Arquimedes (287 – 212 a.C) foi assassinado por um soldado romano

Arquimedes foi um físico, matemático e inventor grego. Durante as invasões de Siracusa pelas tropas do general romano Marcellus Claudius, a eficiência dos engenhos bélicos criados por Arquimedes, resistiram durante três anos. No ano de 212 a.C., mesmo depois de ter recebido ordens para que a vida de Arquimedes fosse poupada, um soldado matou-o com um golpe de espada, depois de se ter recusado a abandonar um problema matemático no qual estava imerso. Os romanos enterram-no com honras e marcaram o seu túmulo com as suas figuras favoritas, a esfera e o cilindro.

 

Aníbal (248 a.C. – 183 a.C. ou 182 a.C.) suicidou-se tomando veneno

Aníbal, filho de Amílcar Barca, foi um general e estadista cartaginês, considerado um dos maiores táticos militares da história, contra Roma, na Segunda Guerra Púnica. Seu pai levou-o consigo para a Espanha, em 236 a.C., quando Aníbal ainda era uma criança, e fez com que ele jurasse solenemente ódio a Roma. Na sequência das derrotas frente ao general Cipião Africano e, com os romanos em seu encalço, fugiu para o leste. Passou por territórios do mediterrâneo, caiu no ostracismo e morreu em Bitínia, região que hoje pertence à Turquia. Uma das versões para sua morte dá conta de que, para escapar à humilhação de ser preso pelos romanos, optou por se suicidar, bebendo o veneno que carregava consigo em um anel e que, antes de se matar, disse: “Libertemos Roma dos terrores que lhes causa um velho”.

 

Júlio César (100 a.C. – 44 a.C.) foi assassinado no Senado Romano

Caio Júlio César, um dos maiores chefes militares de toda a História, nasceu numa família aristocrática e promoveu as suas ambições políticas com brilhantes campanhas militares contra os povos que habitavam as Gálias (atuais França e Bélgica). Participou do primeiro triunvirato em 60 a.C., ao lado de Pompeu e Crasso. Em fevereiro de 44 a.C., tornou-se cônsul vitalício e assumiu o título de “ditador perpétuo”. Com excesso de poder acumulado em suas mãos, acabou criando inimizades, e desprezava toda e qualquer crítica ou advertência. No dia 15 de março de 44 a.C., foi assassinado com 23 facadas, nas escadarias do Senado, por um grupo de 60 senadores, liderados por Marcus Julius Brutus, seu filho adotivo, e Caio Cássio. Júlio César ainda se defendeu, cobrindo-se com uma toga, até ver Brutus, tendo, então, dito a sua última famosa frase: “Até tu, Brutus“.

 

Plínio, o Velho (23 – 79), morreu numa erupção do Vesúvio

Caio Plínio Segundo, conhecido como Plínio, o Velho, foi um historiador, naturalista e oficial romano, tendo ficado conhecido como “o apóstolo da ciência romana”. Quando comandava uma frota estacionada em Miseno, nos arredores de Nápoles, na época da erupção do vulcão Vesúvio, que destruiu as cidades de Pompeia e Herculano, tentou aproximar-se do local da erupção para realizar pesquisas científicas e estudar o fenómeno, mas foi asfixiado pelos fumos expelidos pelo vulcão.

 

Rodolfo Valentino (6.5.1895 – 23.8.1926) morreu de uma úlcera perfurada

Rudolfo Alfonso Raffaello Pierre Filibert Guglielmi di Valentina D’Antonguolla, conhecido como Rudolfo Valentino foi um ator italiano radicado nos Estados Unidos. Em 15 de agosto de 1926, no auge da sua fama, Valentino teve um colapso, no Hotel Ambassador, em Nova Iorque, motivado por uma úlcera perfurada. Após ter sido hospitalizado, foi submetido a uma cirurgia, que decorreu bem, e ele pareceu se recuperar. Infelizmente, e devido a uma peritonite, que se propagou por todo o corpo, morreu oito dias mais tarde.

James Dean (1931 – 1955) morreu num acidente de automóvel

Considerado um dos maiores símbolos do cinema norte-americano e um dos maiores ícones a sua geração, James Dean era fascinado por motos e carros e dirigia a alta velocidade. Fora dos sets de filmagens levava uma vida social agitada, bebia e fumava. No dia 30 de setembro de 1955, num intervalo das filmagens de “Assim Caminha a Humanidade”, e ao dirigir-se para uma corrida no norte da Califórnia, no seu Porsche Spyder, perdeu o controlo do carro, perto da cidade de Cholame, na Califórnia, acidente de que resultou a sua morte.

Grace Kelly (12.11.1929 — 14.09.1982) morreu num acidente de automóvel

Grace Patrícia Grimaldi, nome de casada de Grace Patrícia Kelly foi uma atriz que deixou a 7ª arte e passou a ser princesa de Mónaco, depois de ter casado com o príncipe Rainier III. Morreu, aos cinquenta e dois anos, quando o carro que dirigia saiu da estrada e caiu em um despenhadeiro, em Monte Carlo – Mónaco, causando-lhe um derrame cerebral fatal.