Prémio Octávio Lixa Filgueiras | Estudos em Cultura do Mar

 

Já foi dado início ao processo de candidaturas à 4.ª edição do “Prémio Octávio Lixa Filgueiras”, estando já disponíveis as respetivas normas de participação. O autor e título do trabalho premiado serão anunciados, por ocasião das comemorações do Dia Nacional do Mar, que se realiza no dia 16 de novembro.

Criado em 2012 para evocar e divulgar a obra do Prof. Arquitecto Octávio Lixa Filgueiras, um dos mais reconhecidos investigadores portugueses de temas de cultura marítima, este prémio destina-se a promover investigação relevante nas áreas da História Marítima, Arquitetura Naval, Antropologia Marítima, Arqueologia Subaquática, Patrimónios Marítimos e Museologia.

O Prémio “Estudos em Cultura do Mar” tem um valor monetário de 2.500 euros e destina-se a galardoar autores de dissertações académicas ou de trabalhos de investigação inéditos e realizados no âmbito da cultura marítimo-fluvial.

As candidaturas devem ser formalizadas até ao dia 31 de maio, através de formulário disponível aqui, entregues pessoalmente ou enviadas por correio para o Museu Marítimo de Ílhavo ou, também, por email para ciemar.mmi@cm-ilhavo.pt.

O dia 30 de agosto de 2019 é a data limite para a entrega dos trabalhos candidatos a este Prémio.

CIEMar – Ílhavo – Centro de Investigação e Empreendedorismo do Mar do Município de Ílhavo
Travessa Alexandre da Conceição 3830-196 Ílhavo, Portugal
Tel. 234 092 496 | Fax 234 321 797 | | ciemar.mmi@cm-ilhavo.pt
Horário – 2.ª a 6ª feira – 09h00 às 17h00

Sobre Octávio Lixa Filgueiras

«Octávio Lixa Filgueiras, arquiteto de formação, mostrou um claro interesse pela cultura marítima portuguesa.

Nesta área, o seu arquivo pessoal reveste-se da maior importância não só por reunir informação sobre um ilustre perito de arqueologia e etnologia naval, mas também por conter um vasto trabalho dedicado à investigação e à salvaguarda do nosso património naval e marítimo.

Do espólio constam documentos de natureza biblioteconómica e arquivística, salvaguardando-se que estes não constituem a totalidade do legado do arquiteto, mas apenas a parte que se refere à etnologia naval, à museologia e à arqueologia subaquática. Por definição imposta pelo protocolo de depósito, o arquivo chama-se Fundo Especial Professor Arquiteto Octávio Lixa Filgueiras.

Octávio Lixa Filgueiras nasceu a 16 de agosto de 1922 na freguesia da Foz do Douro, no Porto. Concluiu, aos 18 anos, o Curso Geral dos Liceus, e ingressou no Curso Preparatório de Engenharia da Faculdade de Ciências do Porto. Um ano depois mudou de curso e ingressou no curso de Arquitetura da Escola de Belas Artes, onde viria a formar-se arquiteto com uma classificação final de 20 valores após a defesa da tese.

Concorreu para o preenchimento de um lugar de arquiteto do quadro da Direção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, do Ministério das Obras Públicas, ficando em primeiro lugar. Paralelamente, iniciou a sua investigação na área da arqueologia marítima, com a obtenção de uma bolsa do Instituto de Alta Cultura.

A preocupação de Octávio Lixa Filgueiras prendia-se principalmente com a promoção da cultura e por isso cruzou, sempre que possível, as suas diferentes áreas de interesse no desempenho das suas várias atividades oficiais.

Em 1981, é destacado da Secretaria de Estado da Cultura para o Instituto Nacional de Investigação Científica e de 1985 a 1992 é escolhido para integrar a 1.ª Secção (Arqueologia) do Conselho Consultivo do IPPC.

Octávio Lixa Filgueiras desenvolveu poucos trabalhos como profissional liberal. Ainda assim, os principais projetos particulares a destacar-se são: as estações de “The Anglo-Portuguese Telephone C” (Lapa, Gaia, Boavista, Matosinhos e Foz do Douro), a Caixa Geral de Depósitos de Vila do Conde e o anteprojecto do Museu Etnográfico de Viseu. Lixa Filgueiras também desenhou algumas habitações individuais e estabelecimentos comerciais.

O arquiteto cedo estabeleceu ligação com o movimento associativo dos profissionais da arquitetura, mantendo desde o seu ano de formatura atividade no seio do Sindicato Nacional dos Arquitetos. Octávio Lixa Filgueiras trabalhou como adjunto na Comissão de Normalização do Centro Técnico da Indústria da Madeira (1954); chefiou a equipa da Zona II do Inquérito à Arquitetura Popular em Portugal (1955); foi nomeado membro da Comissão Executiva do II Congresso Nacional dos Arquitetos (1956); colaborou na organização do I Encontro Nacional dos Arquitetos, assumindo o cargo de Tesoureiro da Direção (1957); e foi nomeado 1.º Secretário da Mesa da Assembleia Geral da Secção Regional do Norte do Sindicato Nacional dos Arquitetos (1963). (…)» Fonte e continuar a ler