Radiestesia – dos videntes à medicina alternativa

 

Esta técnica milenar de busca e adivinhação sustenta-se na existência de campos eletromagnéticos que todos podemos captar com a ajuda de ferramentas adequadas.

A radiestesia é a capacidade de perceber emissões eletromagnéticas através de amplificadores de sinal, tais como pêndulos, varetas de videntes e bastões. Antigamente, pensava-se que esta faculdade era exclusiva dos videntes, famosos pela sua habilidade para descobrir o oculto e interpretar os estados de ânimo do ser humano. Hoje, sabe-se que todos podemos desenvolvê-la, pois trata-se de uma capacidade inata de cérebro primitivo humano.

 

Um pouco de história

Esta disciplina, também conhecida como rabdomancia, era utilizada na antiguidade para encontrar água. Eram, precisamente, os videntes os encarregados de procurar poços perto dos assentamentos humanos. Para tal, reconheciam a zona detetando as emissões que eram produzidas pelas de água do subsolo, valendo-se, para tal, de pêndulos ou varetas de madeira. Assim o provam os restos de varetas encontrados no Vale dos Reis, no Egipto, ou as gravuras que mostram o grande Yu (Da Yu) praticando este método na antiga China.

No século XV foi usada para procurar filões de metais subterrâneos, como as jazidas de ouro. No século XVIII começaram os estudos para conhecer mais a fundo esta técnica e, finalmente, no século XX, foi encontrada uma resposta científica para a sua eficácia. Atualmente, continua-se a recorrer a ela de diversas maneiras e com diferentes objetivos:

– Como método de consulta pessoal, para ajudar as pessoas a tomarem decisões no seu dia-a-dia.

– Para saber se uma pessoa ou animal de estimação desaparecidos continuam com vida, coloca-se o pêndulo sobre uma fotografia. Se for utilizada para fazer uma localização à distância, a mesma prática será feita sobre um mapa. Para melhorar os resultados, em qualquer caso, a consulta deve ser feita sobre uma superfície de madeira, se possível que não esteja pintada nem envernizada.

– Para localizar na nossa casa as correntes energéticas emitidas pelo campo terrestre. Algumas são necessárias para nutrir o nosso campo eletromagnético, mas outras são prejudiciais. Podem causar-nos alterações e, com o tempo, ser a origem de doenças. Estes campos energéticos são formados pelas linhas de Curry e as de Hartman, bem como as emissões que nos chegam do espaço exterior e as que são originadas pelos aparelhos eletrónicos que temos em casa.

– Para conhecer o estado energético de uma pessoa e analisar o estado dos seus chakras. É importante que estes canais não estejam obstruídos, porque pelo nosso corpo está constantemente a circular energia e isso deve ser feito de uma forma fluída.

– Para detetar doenças. Na antiguidade, os videntes localizavam os órgãos doentes com o pêndulo hebreu: um cilindro de madeira com duas ranhuras, uma que emitia energia e outra que a captava. Atualmente, a medicina alternativa recuperou esta técnica com o mesmo objetivo de restabelecer a harmonia energética e recuperar o correto funcionamento do órgão alterado.

 

Seja você a fazer

Escolha um pêndulo (pode ser de diferentes formas e materiais, tal como o fio). Pegue-o com o dedo indicador e o polegar, e apoie o cotovelo sobre uma mesa, preferencialmente de madeira. Formule a pergunta e espere. O pêndulo começa a mover-se e, de acordo com o movimento, indica-nos se a resposta é afirmativa ou negativa. Pode girar no sentido dos ponteiros do relógio, no sentido contrário ou oscilar vertical ou horizontalmente. Se o pêndulo não se move, normalmente é porque formulou a pergunta de forma inadequada. Há que evitar fazer perguntas abertas. Tente que sejam concretas e que só admitam “sim” ou “não” como resposta.

É aconselhável descarregar o pêndulo depois de cada consulta, mergulhando-o em água durante quadro horas. Lembre-se que o mais importante é praticar para saber como atua o pêndulo e aprender que movimento equivale a cada resposta.

Fonte: Guia Astrológico 2018 (Amparo)