A Região Demarcada do Douro – um mundo extraordinário

 

A Região Demarcada do Douro (a Primeira Região Demarcada e Reconhecida do Mundo) foi criada no reinado de D. José I, pelo seu Primeiro-Ministro e futuro Marquês de Pombal, Sebastião José de Carvalho e Melo, por Lei de 1756, a qual, após sofrer alterações ao longo dos tempos, foi confirmada em 1921.

Esta belíssima região, também conhecida como «País Vinhateiro», estende-se ao longo do vale do Rio Douro e dos seus inúmeros afluentes, desde Barqueiros (Mesão Frio), até Barca d’Alva, numa área aproximada de 250.000 ha, abrangendo concelhos dos distritos de Vila Real, Viseu, Bragança e Guarda.

A Região Demarcada do Douro divide-se em 3 “zonas”:

= O Baixo-Corgo – com aproximadamente 51% da área ocupada por vinha, é toda a margem direita do Rio Douro, desde Barqueiros ao Rio Corgo (Régua). Na margem esquerda, desde a freguesia de Barrô até ao Rio Temi-Lobos, nas proximidades da Vila de Armamar;

= O Cima-Corgo – com aproximadamente 36%, apoia-se na anterior e vai até ao meridiano que passa no Cachão da Valeira;

= O Douro Superior – com aproximadamente 13%, apoia-se na anterior e vai até à fronteira espanhola.

Algumas datas importantes:

1678 – A Alfândega do Porto regista, pela 1ª vez, com a designação de Vinho do Porto, os vinhos exportados pela barra do Douro;

1703 – Assinou-se o importante Tratado de Methwen, no reinado de D.Pedro II, que consistia em reduzir certos direitos sobre os nossos vinhos em troca de abrirmos as portas aos produtos ingleses;

1756 – Foi aprovada a instituição da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro;

1843 – Alguns anos após a extinção da Companhia, por D. Maria II, assiste-se à sua reestruturação, mas com menos poderes;

1907 – Foi redefinida por João Franco a Região Demarcada dos Vinhos Generosos do Douro, pelo Decreto-Lei nº1 de 10 de Maio;

1926 – Foi criado o Entreposto do Douro em Vila Nova de Gaia, destinado ao armazenamento e exportação dos vinhos da Região Demarcada do Douro, pelo Decreto-Lei nº12009 de 31 de Julho;

1932 – Foi criada a Federação Sindical dos Viticultores da Região do Douro, hoje CASA DO DOURO, através do Decreto-Lei nº21883, de 19 de Novembro. (1)

 

O DOURO… “tem montes que não deixam de crescer, videiras que ninguém pode contar, oliveiras que vivem a rezar, e um rio que não pára de correr.” João de Araújo Correia

 

Vinho e Tradição

O Douro é o país vinhateiro. À tarefa colossal de alterar a geografia do terreno, os Durienses juntaram as lutas contra o rio, o oídio, a filoxera e o míldio, para criar um vinho único no mundo. É por isso que o vinho do Porto envelhece de uma forma tão nobre.

Gastronomia e Artesanato

A região é rica em tradições e isso traduziu-se numa variedade de pratos e sabores que pedem meças a qualquer outra parte do país. O infindável rol de gastronomia típica ganha novos paladares quando é saboreada no aconchego da lareira de uma casa onde reine a hospitalidade das gentes do vale do Douro. No final da refeição é inevitável um cálice de Porto.

Paisagem e Monumentos

No Douro à obra de Deus juntou-se a obra do homem para criarem uma das mais belas paisagens do mundo. Num berço de vinhedos repousam vilas e aldeias, árvores em flor e um rico património monumental com que se depara, num panorama novo e imprevisto, ao percorrermos as suas estradas sinuosas ou quando subimos aos seus muitos miradouros. O Douro é um excesso da natureza.

Quintas e Vindimas

A vindima é o culminar de uma ano de trabalho na terra e o início de muitos anos de trabalho nos lagares e adegas. Daqui vão surgir os melhores vinhos de mesa do mundo e esse vinho absolutamente inigualável que é o vinho do Porto. A história do vinho, na mais antiga região demarcada do mundo, é velha de séculos. Visitar o Douro na época das vindimas é compreender aquilo que poucas regiões do mundo possuem: a Alma.

Cruzeiros e Comboios

O rio sempre foi a estrada da região, e o Rabelo o mais conhecido barco tradicional português. Depois vieram o caminho-de-ferro e as barragens.  Actualmente, é possível na mesma região fazer as mais fantásticas viagens de comboio e os mais belos cruzeiros fluviais de todo o Portugal. Subir e descer o Douro de comboio ou de barco é uma experiência que, se não quiser repetir, terá que fazer pelo menos uma vez na vida.

Ar livre e Desporto

De uma beleza ímpar e saudável, o rio Douro com as suas albufeiras, afluentes despoluídos e rios truteiros e as serras que o envolvem cheias de caça abundante, trilhos de montanha e paredes escarpadas, tornou-se rapidamente um local de sonho para os amantes da natureza. Caça, pesca, canoagem, montanhismo, passeios a cavalo, escalada e tantos outros desportos são praticados com regularidade na região. (2)

(1) Informações retiradas de um desdobrável editado pela Casa do Douro, e da autoria de Marco Aurélio Peixoto

(2) Texto retirado de um desdobrável promocional turístico

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