Rota dos Dinossauros | 8 rotas: das artes ao vinho

 

Não se deixe intimidar pelo nome da rota, até porque as únicas coisas que poderá observar, se se aventurar por este percurso pedestre, são as belas paisagens, um museu, igrejas e praias da região da Lourinhã. Destes temíveis predadores, que habitaram a Terra há muitos milhões de anos, só encontrará mesmo centenas de vestígios (entre eles, o segundo mais antigo ninho de embriões do mundo), mas que estão guardados a sete chaves dentro do Museu da Lourinhã (composto por um vasto espólio agrupado em quatro grupos: paleontologia, arqueologia, arte sacra e etnologia).

É, aliás, aqui que começa o passeio. Esta região é uma das principais localidades a nível nacional, rica na quantidade de achados paleontológicos. Depois de conhecer o museu, continue até à Igreja e Convento de Santo António, não que os dinossauros tenham «ocupado» estes espaços, mas são dignos da sua visita.

Em seguida é a vez de entrar na Igreja do Convento de Santo António, considerada Monumento Nacional desde 1919, assim como no edifício-sede da Santa Casa da Misericórdia da Lourinhã e na Igreja do Castelo, dedicada a Santa Maria. A sua riqueza arquitectónica merece a visita.

Agora que chegou junto à costa, deixe-se envolver pela beleza natural das Praias da Areia Branca, Vale de Frades, Caniçal e Paimogo. Saiba que na Praia de Vale de Frades foi encontrado um crânio de um dinossauro carnívoro e que o referido ninho com embriões foi achado na Praia de Paimogo.

Partida: Museu da Lourinhã
Chegada: Forte de Paimogo
Tipo de percurso: de pequena rota, por caminhos rurais
Distância: 10 km
Duração: cerca de 3 horas
Nível de dificuldade: fácil
Época aconselhada: Todo o ano
Preço: gratuito

Fonte: Folheto promocional

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Sobre o Museu da Lourinhã

O Museu da Lourinhã está situado bem no centro da vila da Lourinhã desde a sua fundação, em 1984, pelo G.E.A.L. – Grupo de Etnologia e Arqueologia da Lourinhã – associação não-governamental e sem fins lucrativos.

O seu espólio, oriundo de dádivas da população e de trabalhos de campo, é composto por quatro secções: Arqueologia, Arte Sacra, Etnografia e Paleontologia, distribuídas por dois pisos e um edifício contíguo.

Este Museu possui a maior coleção ibérica de fósseis de dinossauros do Jurássico Superior e uma das mais importantes a nível mundial, naquele que já foi considerado “o melhor pequeno Museu do Mundo para o financiamento que recebe” (Neil Clark, Revista Expresso 1997).

Entre estes fósseis com 150 milhões de anos encontram-se vários vestígios de dinossauros carnívoros como o Lourinhanosaurus antunesi, dos gigantescos herbívoros como o Dinheirosaurus lourinhanensis ou dos vários ovos fósseis de dinossauro carnívoro contendo os mais antigos embriões de dinossauro de todo mundo e o segundo maior ninho conhecido, com mais de 100 ovos. Continuar a ler