O que pode semear na horta em Janeiro

Conheça, abaixo, quais são, as respectivas características e que benefícios trazem para a nossa saúde, alguns dos vegetais e hortícolas que deve ou pode semear na horta durante o primeiro mês do ano: Janeiro.

 

Alface – «A alface é uma planta herbácea rica em nutrientes e clorofila. Esta planta tem a função de alcalinizar e desintoxicar — principalmente o fígado. Esta hortaliça constitui uma importante fonte de vitaminas (A, C e niacina) e sais minerais (sais de enxofre, fósforo, ferro, cálcio e silício).

A alface da folha verde-clara tem um gosto mais suave, e muitas vezes acaba sendo deixada de lado, por acharem que ela não contém tantas vitaminas e minerais quanto as folhas de um verde mais escuro. Afinal, normalmente, quanto mais viva a cor de um vegetal, maior a quantidade de fitoquímicos ele tem. No entanto, a alface tem, sim, muitos nutrientes.

Essa verdura tem, ainda, um trunfo quando o assunto é ansiedade: graças a uma substância chamada lactucina, um composto com efeito calmante e relaxante que ajuda até mesmo em casos de insônia. Você pode encontrá-la principalmente no talo do alimento.» Para saber mais

 

Brócolos – O brócolo é um vegetal crucífero, pertencente à família Brassicaceae, a qual inclui uma vasta variedade de vegetais, entre elas a couve-flor, a couve-comum, o repolho, o rabanete, a mostarda e o agrião.

Os brócolos são de origem europeia, sendo conhecidos desde a época do Império Romano. Hoje em dia, este vegetal já é plantado em algumas regiões do mundo como, por exemplo, na China, que se tornou a maior exportadora de brócolos em todo o mundo.

É um vegetal rico em minerais, como o cálcio, potássio, ferro, zinco e sódio e composto por inúmeras vitaminas. Bem como uma fibra alimentar, o brócolo é considerado um super alimento pois contém a cada 100g aproximadamente 36kcal. É também conhecido por possuir propriedades anticancerígenas, pois contem fitoquímicos como os compostos isotiocianatos. O consumo diário deste alimento evita doenças do coração, evita úlceras e gastrites. Texto adaptado daqui.

 

Cebola – «Cebola é o nome popular da planta cujo nome científico é Allium cepa. Em sistemas taxonómicos mais antigos, pertencia à família das Liliáceas e subfamília das alioídeas – taxonomistas mais recentes incluem-na na família das Alliaceae.

Por apresentar um alto grau de quercetina, um importante flavonoide, a cebola favorece a circulação sanguínea. Além disso, seu teor de silício ajuda a prevenir trombose e o envelhecimento das veias e artérias. Inclusive, ajuda a reduzir, também, o colesterol no sangue e aumenta a capacidade do organismo de dissolver coágulos internos, o que previne a trombose coronária.

Outra propriedade é a de anti anémica, afinal, pois ela oferece-nos fósforo, ferro e vitamina E. Desse modo, ajuda o organismo na reposição de sangue e regeneração dos glóbulos vermelhos.

Por ser rica em vitaminas A e C, ideais para aliviar sintomas de problemas respiratórios, os óleos essenciais que possui, devido ao seu teor de enxofre, dão à cebola a capacidade de diminuir os sintomas de doenças como a bronquite, resfriado e constipações. A cebola é rica em vitaminas A e C, o que a torna um poderoso aliado no combate a problemas respiratórios, tais como os resfriados.

Outro elemento que a cebola contém e que exerce influências positivas em nossa saúde é o potássio. O potássio é o responsável pela capacidade que a cebola tem de ajudar na eliminação do excesso de líquidos e diminuição dos riscos de sofrermos de gota, hipertensão e cálculos renais.» Para saber mais

 

CenourasDaucus carota subsp. Sativus, popularmente conhecido como cenoura, é uma planta da família das apiáceas, conhecida e apreciada desde a época dos antigos gregos e romanos.

As cenouras, melhoram a digestão e combatem a prisão de ventre, por serem ricas em fibras; previnem o envelhecimento precoce, por serem ricas em vitamina A e antioxidantes; mantêm o bronzeado por mais tempo, por terem betacaroteno, que estimula a produção da cor morena na pele; ajudam a emagrecer, pois contêm poucas calorias; fortalecem o sistema imunológico, por serem ricas em antioxidantes; protegem a visão, por conterem vitamina A; ajudam a prevenir o cancro de pulmão, devido aos antioxidantes.

 

Couve-flor – É conhecido com o nome comum de Couve-flor, mas seu nome científico ou em latim é Brassica oleracea var. botrytis. Pertence à família das Brassicaceae, entre as que também se encontram o brócolo, o nabo, o agrião e o rabanete.

O uso da couve-flor tem diversos efeitos benéficos sobre a saúde, dos quais destacamos: contém vitaminas e minerais que são favoráveis para o correto funcionamento do aparelho digestivo. Além disso, devido ao seu conteúdo de fibras, actua como normalizados do trânsito intestinal, pelo que se indica em casos de prisão de ventre e cólicas.

Devido à escassa presença de sódio e gorduras e a elevada presença de potássio, é cardio-saudável, pelo que se recomenda em caso de cardiopatias, hipertensão e arteriosclerose. Dado que produz uma importante sensação de saciedade e tem uma proporção muito baixa de carbohidratos, é ideal para obesos e diabéticos. Esta planta hortícola ajuda a eliminar líquidos restantes do organismo e aquelas substâncias de resíduos como a ureia. Por isso, é recomendável sua utilização em caso de insuficiência renal, artrite, gota, edemas e cálculos renais. Texto adaptado daqui.

 

ErvilhasPisum sativum popularmente chamada de ervilha é uma planta da qual existem mais de duzentas variedades, e de suas vagens são extraídos diversos tipos de grãos.

As ervilhas são ricas em sais minerais como o cobre, o cálcio, o potássio, o fósforo, o enxofre e o ferro, e ainda possuem vitaminas K, E, A, B e C.

Possuem ação como anti-inflamatório, antioxidante, entre outras que contribuem para o combate às doenças do coração, radicais livres e envelhecimento precoce, anemia, osteoporose, atuando ainda no fortalecimento dos ossos e da visão e atuando como um cicatrizante. Ajudam a diminuir os níveis de colesterol ruim e de açúcar no sangue, além de serem ricas em fibras: além de regularem o funcionamento intestinal, ajudam no emagrecimento por promover a saciedade. Possuem um nível muito baixo de calorias, controlam a liberação de açúcar – o que o faz ser um alimento ideal para diabéticos – e fornecem energia. Devido à presença da vitamina C, agem, ainda, estimulando o sistema imunológico e prevenindo o cancro.

 

Favas – Fava é a denominação de um ou mais espécies de plantas da família das Fabaceae, em especial da espécie Vicia faba. Ao contrário do feijão, a fava tem como característica encontrar-se a sua radícula numa das pontas espalmadas e não ao centro.

A fava é uma leguminosa tendo, no geral, uma composição nutricional muito semelhante a outros alimentos deste grupo. Além do elevado teor em proteína de origem vegetal, a fava é rica em amido, um tipo de hidrato de carbono complexo, que proporciona ao organismo níveis de energia estáveis por um período de tempo considerável. É também rica em ferro, vitaminas do complexo B, magnésio, potássio, zinco e fósforo.

A fava é também uma das leguminosas mais ricas em fibra, apresentando 5,8g deste nutriente por 100g de fava, sendo apenas ultrapassada pelo feijão branco. Além disso, o seu elevado conteúdo de fibra, à semelhança de outros alimentos com esta característica, faz com que o consumo de fava nas quantidades recomendadas tenha efeito positivo na redução dos níveis das substâncias gordas no sangue (colesterol sanguíneo e triglicéridos), na regulação do apetite e no funcionamento do trânsito intestinal.

 

Rabanetes – «O rabanete é uma hortaliça anual de raiz, cultivada desde a antiguidade e consumida no mundo todo por causa do seu sabor adocicado, refrescante e picante. Ele pertence à família Brassicaceae, a mesma da couve, do nabo, da mostarda e do agrião.

Com poucas calorias, os rabanetes são fontes de antioxidantes, eletrólitos, minerais, vitaminas e fibras. Graças às suas propriedades, têm ação no combate ao cancro de próstata, cancro de mama, do cólon e cancros do ovário. Por serem ricos em vitamina C, atuam no combate aos radicais livres, inflamações e ainda aumentam a imunidade. Ajuda ainda na digestão dos amidos graças à enzima diátese.

As folhas e as raízes são consideradas, juntas, excelentes calmantes, diuréticos, mineralizantes, alcalinizantes, tônicos para os músculos, antiescorbúticos, aperientes e eupépticos. Seus antioxidantes ajudam a reduzir os níveis de colesterol no sangue e, por isso, reduz também os níveis de risco de doença cardíaca e de ataques cardíacos. A raiz também é estimulante da produção de bílis, melhorando a digestão e, por ser rico em fibras, ajuda a eliminar a prisão de ventre.

Aos diabéticos, a raiz traz benefícios, pois tem baixos índices glicémicos, podendo ser consumida sem preocupação. Além disso, é eficaz àqueles que querem perder peso, pois reduz o inchaço, melhora o funcionamento intestinal e traz sensação de saciedade.»

 

Repolho – O repolho é uma hortaliça originária da Europa central, mesmo sendo cultivada atualmente em todos os países. Seu cultivo é conhecido desde o ano 2500 a.C no Egipto, embora também tenha sido muito utilizado na antiga Grécia e Roma, a quem atribuíam propriedades a esta hortaliça, como sua capacidade para favorecer a digestão e atenuar a consequência da ingestão excessiva de álcool. Uma vez cultivado pelos romanos sua utilização e consumo estendeu-se a todos os países do mediterrâneo, aumentando seu cultivo e consumo na Idade Média.

O repolho contém vitaminas e minerais que são favoráveis para o bom funcionamento do sistema digestivo. Embora seja correto que pode resultar pouco indigesto estando cru, cozido melhora a digestão pesada. Além disso, devido ao seu teor em fibras, funciona como normalizar do trânsito intestinal, de modo que é indicado nos casos de colite e prisão de ventre.

É-lhe reconhecido um efeito cardio-saudável, devido à baixa presença de gordura e a elevada presença de potássio, pelo que o seu consumo é recomendado em caso de doenças do coração, hipertensão e arteriosclerose. O repolho produz uma importante sensação de saciedade, embora apenas contribui para 23 kcal/100g e tem uma proporção muito baixo em carboidratos, de modo que é ideal para obesos e diabéticos. Texto adaptado daqui.

Alguns dos textos foram elaborados com base em informações recolhidas em diversos sites, etc.