Azeite: mitos e curiosidades sobre o sumo de azeitona!

Benefícios do azeite

O azeite é uma gordura saudável que contém vitamina E e antioxidantes. Confecionar alimentos com esta gordura ajuda na absorção dos seus nutrientes.

Ao longo destes últimos 50 anos, muitos estudos têm vindo a reforçar a importância e o impacto de um consumo diário de azeite na nossa saúde.

Descubra porque o é que o azeite é fundamental para uma boa dieta

– Faz bem ao coração

– Diminui a pressão arterial

– Contribui para a prevenção do alzheimer e de avcs

– Cuida dos ossos

– Reduz o risco de cancro e de inflamações nas articulações

– Ajuda a controlar a diabetes.

Mitos e curiosidades

– Azeite é 100% sumo de azeitona.

– Para extrair 1 litro deste tipo de gordura são necessários 5 a 6 kg de azeitonas.

– As características / atributos de um azeite são 3: Frutado, Amargo e Picante. Estes atributos resultam da variedade de azeitonas usadas, das características do solo e do clima, do estado da azeitona no momento da colheita, das técnicas culturais e dos processos de extração utilizados no lagar.

– No início as azeitonas são verdes e dão origem a azeites amargos e picantes. Quando amadurecem ficam negras, e os azeites mais doces e suaves.

– Para se conseguir um azeite de qualidade, o segredo está num bom blend (mistura entre vários tipos de azeites), permitindo unir qualidades distintas de diferentes variedades.

… não é como o vinho do Porto

– Diz-se que o azeite é como o vinho do Porto, melhora com o tempo. Mas não é verdade.

– A exposição do azeite à luz, ao ar ou às altas temperaturas provoca a sua oxidação e pode torná-lo rançoso. O melhor é consumi-lo o mais cedo possível. Trata-se do sumo da azeitona e só dura mais tempo do que o sumo de laranja porque tem muitos antioxidantes.

– Diz-se que a cor é fundamental na escolha. Mas não. Os azeites de tons dourados são provenientes de azeitonas mais maduras e os azeites mais verdes são produzidos com azeitonas mais verdes.

– Falando em azeites para temperar sobremesas, certos narizes torcem-se perante esta ideia. “O azeite é só para pratos salgados” dizem eles, os pobres narizes, que estão a perder um universo de experiências gastronómicas.

Dentro da ampla gama de azeites hoje disponível no mercado, deverá eleger o azeite em função da sua utilização culinária e, claro, do gosto pessoal.

– Muitas pessoas dizem que quanto menor a acidez, melhor o azeite. Não é bem assim. A acidez não se saboreia. E possível encontrar um azeite de 0,5% que seja melhor do que um com 0,1%. A qualidade também depende dos aromas, da harmonia e da persistência na boca, tal e qual, como num vinho. 1

O azeite na Roma antiga

O azeite era um produto indispensável ao quotidiano dos romanos, que não só o utilizavam como ingrediente na cozinha, mas também como combustível para iluminação e como unguento higiénico nos banhos.

Não é estranho que toda uma indústria de produção, comercialização e transporte se tenha desenvolvido em torno dela.

A produção de azeite na Roma antiga veio dos fenícios e dos gregos, embora tenham sido os romanos que o produziram em grande escala e o tornaram algo comumente consumido por todas as classes sociais.

Após a colheita, as azeitonas eram armazenadas numa sala com piso impermeabilizado e ligeiramente inclinado onde eram colocadas as azeitonas para libertar o alpechín.

Este líquido escuro e fedorento podia ser usado como inseticida, herbicida e fungicida.

Após esta etapa, procedia-se à moagem. Os diferentes mecanismos utilizados moíam a azeitona sem quebrar o caroço, pois considerava-se que isso conferia um mau sabor ao azeite.

O sistema de moagem mais comum era o grande moinho composto por uma área fixa e duas pedras hemisféricas que dois homens giravam empurrando um eixo horizontal.

Obtinha-se assim uma pasta de azeitona que era prensada por uma prensa com um mecanismo complexo capaz de submeter a pasta a grandes pressões.

O óleo assim obtido era decantado para grandes recipientes de cerâmica, geralmente semienterrados, e depois armazenado em ânforas.

Oleum omphacium, da melhor qualidade, era extraído de azeitonas ainda verdes e elaborado em setembro.

Na Hispânia o melhor azeite era produzido e exportado para todos os cantos do império.

JALG 2

1 Folheto promocional (Continente Magazine) – Texto editado | Imagem de Couleur

2 Fonte (texto editado e adaptado)