Cristianismo – Cronologia essencial

Estas expedições militares foram empreendidas pela Europa cristã até ao século XIII, no intuito de «socorrer» os cristãos do Oriente, reconquistar aos turcos e muçulmanos o Santo Sepulcro e, mais tarde, defender os Estados fundados pelos cruzados na Síria e na Palestina;

1098 – Fundação da Ordem de Cister, a que pertence o Mosteiro de Alcobaça, e que daria um grande impulso à agricultura europeia;

1123 Concílio de Latrão I: encerra a questão das investiduras. Independência da Igreja perante o poder temporal.

1147 – É lançada a Segunda Cruzada, pregada por S. Bernardo e dirigida por Luís VII de França e pelo imperador Conrado III que, em vão, cercam Damasco;

1122 – A Concordata de Worms soluciona a “luta das investiduras”;

1139Concílio de Latrão II: torna obrigatório o celibato para o clero na Igreja Ocidental. Fim do cisma do Antipapa Anacleto;

1179Concílio de Latrão III: normas para a eleição do Papa (maioria de 2/3) e da nomeação de bispos (idade mínima de 30 anos). Excomungam-se os barões que, na França, apoiavam os Cátaros;

1189 – Início da Terceira Cruzada, a qual tem como objectivo a libertação de Jerusalém, reconquistada por Saladino. Conduzida por Frederico, Barba Roxa, Filipe Augusto e Ricardo, Coração de Leão, esta expedição apenas consegue conquistar Chipre e São João de Acre;

Aparição das ordens mendicantes no Cristianismo

Século XIII – aparição das ordens mendicantes: dominicanos, franciscanos, carmelitas e agostinianos. Apogeu da Filosofia Escolástica;

1202–1204 – A Quarta Cruzada, pregada pelo Papa Inocêncio III, é dirigida por Balduíno IX da Flandres e Bonifácio II de Montferrato.

1215Concílio de Latrão IV: determina que todo o cristão, chegado ao uso da razão, é obrigado a receber a Confissão e a Eucaristia na Páscoa. Condenação dos Albigenses, Maniqueístas e Valdenses. Definição de transubstanciação.

1245 Concílio de Lião I: deposição do Frederico II.

1248 – Início da Sétima Cruzada, dirigida pelo rei Luís IX (São Luís) de França, que «jura solenemente» aniquilar o Egipto para libertar a Terra Santa.

1270Oitava Cruzada, a última, serve sobretudo interesses económicos ou ambições políticas. Organizada por São Luís e Carlos I de Anjou, rei da Sicília, encaminha-se para Tunes, onde o soberano de França morre;

1274Concílio de Lião II: tentativa de reconciliação com a Igreja Ortodoxa. Regulamentação do conclave para a eleição papal. Cruzada para libertar Jerusalém. Institui o conceito de Purgatório.

1309-1377 – Os Papas residem em Avignon (França);

1312Concílio de Vienne: supressão dos Templários. Discute-se a questão dos bordéis de Roma e a nomeação de um arcebispo em Pequim, na China.

1378-1415Cisma do Ocidente: chega a haver três papas ao mesmo tempo;

1431-1432Concílio de Basileia-Ferrara-Florença: sanciona o cânon católico (relação oficial dos livros da Bíblia), tenta nova união com as Igrejas orientais ortodoxas. Reconhecimento no romano pontífice de poderes sobre a Igreja Universal. Ratifica a figura do Purgatório.

1471-1521 – Corrupção do papado: nepotismo, simonias, tráfico de bulas, etc.;

A Reforma

1517 – Levantamento de Lutero contra Roma. Início da Reforma Protestante;

1517Concílio de Latrão V: condenação do concílio cismático de Pisa (1409-1411) e do conciliarismo. Reforma da Igreja.

1522 – Zuínglio inicia os seus ataques contra o catolicismo;

1534 – João Calvino (teólogo cristão francês) rompe com a Igreja Católica. Vítima das perseguições aos huguenotes, na França, fugiu para Genebra em 1536, onde faleceu em 1564. O Parlamento inglês reconhece Henrique VIII como chefe da Igreja Anglicana;

1535São Tomás Moro é condenado à morte por se negar a reconhecer Henrique VIII de Inglaterra como cabeça da Igreja da Inglaterra. Ele é considerado pela Igreja Católica como modelo de fidelidade à Igreja e à própria consciência, e representa a luta da liberdade individual contra o poder arbitrário.

1540 – Fundação da Companhia de Jesus, por um grupo de estudantes da Universidade de Paris, liderados pelo basco Íñigo López de Loyola, conhecido posteriormente como Inácio de Loyola. Inicia-se a Contra-Reforma;

1545-1563Concílio de Trento: reforma geral da Igreja, sobretudo por causa do protestantismo. Confirmação da doutrina acerca dos sete sacramentos e dos dogmas eucarísticos. Decreta a versão da Vulgata como autêntica.

Após o Concílio de Trento a difusão do Cristianismo

Século XVI – Difusão de cristianismo graças às descobertas geográficas;

Século XVIII – O Iluminismo favorece uma atitude racional perante a religião;

1789 – Começam as medidas antirreligiosas da Revolução Francesa;

1869-1870Concílio Vaticano I: reforça a ortodoxia estabelecida no Concílio de Trento. Condena o Racionalismo, o Naturalismo e o Modernismo. Dogmas sobre o Primado do Papa e da infalibilidade papal na definição expressa de doutrinas de fé e de costumes.

Século XIX – Difusão do materialismo no Ocidente e do Cristianismo nas colónias;

1962-1965Concílio Vaticano II: abertura ao mundo moderno. Reforma da Liturgia. Constituição e pastoral da Igreja, Revelação divina, liberdade religiosa, novo ecumenismo (visto que o modo tradicional de ecumenismo é bem diferente, como mostra a Encíclica Mortalium Animos, de Pio XI), Apostolado dos leigos.

Este Concílio gera muitas polémicas, inclusive por não ser um Concílio dogmático. Os ditos tradicionalistas dizem que o Concílio Vaticano II rompe de modo herético com a tradição bimilenária da Igreja: a Missa Tridentina e o Canto Gregoriano perdem importância; o modo como todos os sete sacramentos são celebrados sofreu também alterações.

Fonte: Enciclopédia Alfa Estudante (texto adaptado e ampliado)