Embarcações tradicionais portuguesas

E tantas outras embarcações…

Ficam certamente por referir a lancha poveira e a aiola, a barca de Sesimbra e a traineira de Peniche, a bateira e a enviada, a rasca e a praieira, a chalupa e a lancha da sardinha.

A evolução dos meios de transporte e das vias de comunicação veio ameaçar a sobrevivência das embarcações tradicionais. Porém, elas podem ainda representar um factor de progresso regional e local se às mesmas for dada uma nova utilização mais virada para a actividade cultural e o turismo, possibilitando dessa forma a sua recuperação e manutenção.

Para além dos percursos que podem ser organizados para dar a conhecer as maravilhas paisagísticas de muitas localidades ribeirinhas, a organização de regatas e outros festivais náuticos podem contribuir para a preservação de um património cultural e artístico que corre o risco de desaparecer.

Para que melhor se perceba a importância e o alcance da recuperação das embarcações tradicionais e dos factores de desenvolvimento local que o mesmo pode produzir, bastará como exemplo referir a utilização turística da gôndola veneziana e o seu impacto na economia daquela cidade italiana.

Barco no Rio Nabão.
Barco característico no rio Nabão, no início do século XX. (Foto: Arquivo Fotográfico da CML)
Faluas no cais do Jardim de Tabaco.
Faluas no cais do Jardim do Tabaco, em Lisboa. (Foto: Arquivo Fotográfico da CML)

Carlos Gomes, Jornalista, Licenciado em História