Fertilização do solo através de composto orgânico

Temperatura

A temperatura não deve ser superior a 65-70º C. As reações oxidativas provocadas pelos microrganismos libertam calor.

Se houver uma proliferação muito rápida da actividade microbiana, haverá grande produção de calor.

A temperatura deve ser controlada, se a temperatura mostra tendência de ultrapassar aqueles valores há que a baixar: regando, revolvendo ou introduzindo na pilha matéria orgânica com uma relação Carbono/Azoto (C/N) mais alta.

Para medir a temperatura usam-se termómetros apropriados. Na falta destes, pode-se introduzir uma barra de ferro até ao interior da pilha e aguardar alguns minutos. Se for difícil aguentar a mão ao agarrar a sua extremidade, então o calor é excessivo.

A pilha deve ser coberta. Isso servirá para evitar a penetração da chuva e a dissipação de calor. Os materiais para cobertura mais utilizados são a terra, as palhas, plástico perfurado e outros materiais porosos.

Uma temperatura excessiva dá origem a um composto de má qualidade. Há meios de evitar isso, tais como um reviramento, uma rega, ou a introdução de palha ou outra com baixa razão C/N.

Quando a temperatura é insuficiente, há pouca actividade microbiana. Ou porque o inóculo inicial de microrganismos decompositores é fraca, ou porque não há matéria orgânica suficiente com baixa razão C/N (MO mais azotada) para permitir a sua rápida proliferação. Ou ainda porque não há ar para as oxidações da matéria orgânica. Existem assim várias soluções possíveis:

– Adicionar material azotado (cortes de relva, ervas, adubos orgânicos azotados,…).

– Arejar.

– Proteger de frio excessivo com uma cobertura.

A medição da temperatura faz-se com um termómetro apropriado. Como alternativa, utiliza-se uma barra de ferro que se introduz até ao coração da pilha durante alguns minutos. Caso seja difícil aguentar a mão na extremidade quente, então a temperatura estará decerto acima de 70º C.

Escolha do local para a compostagem

A pilha de compostagem não deve ficar exposta directamente ao sol ou ao vento, para que não seque, nem à chuva, para não ficar sujeita a lixiviação de nutrientes.

Um local levemente ensombrado e com cortinas contra o vento pode ser conveniente para não deixar secar demasiado a pilha.

O local escolhido para a compostagem deve ser próximo daquele em que o composto ira ser utilizado. Poderá ser necessário ter água perto pois a chuva pode não ser suficiente para humedecer a pilha convenientemente.

A forma e o tamanho da pilha de compostagem também influenciam a velocidade da compostagem, designadamente pelo efeito que tem sobre o arejamento e a dissipação do calor da pilha.

O tamanho ideal da pilha pode ser variável. O volume deve depender do sistema e das tecnologias de compostagem utilizadas.

A pilha muito baixa não composta bem e não aquece rapidamente. Por isso, nos locais muito frios pode ser preferível pilhas mais altas.

Pelo contrário, as pilhas demasiado altas, podem tornar-se demasiado quentes e matar os microrganismos responsáveis pela compostagem e podem ficar muito compactas diminuindo o arejamento no seu interior.

No caso de se proceder a compostagem em pilhas baixas e longas (windrow) então a altura deverá ser menor e o comprimento maior.

Texto retirado da internet, editado e adaptado | Imagem