O Calendário Juliano | História dos calendários

 

No ano 46 a.C., Júlio César (Gaius Julius Cesar, 102-44 a.C.) incumbe o matemático e astrónomo alexandrino Sosígenes (90-? a.C.) de reformar o calendário romano, com o objectivo de uniformizar os calendários diferentes usados pelos territórios ocupados pelos romanos.

Em vez do ano lunar estabelecido pela cronologia grega e romana, adopta-se o ano solar. As diferenças de tempo, que antes requeriam a inserção de um mês adicional nos anos bissextos, são agora niveladas mediante o acréscimo de um dia intercalar, pelo que se conta duas vezes o 24 de Fevereiro.

Introduziu-se, assim, o Calendário Juliano, de doze meses, no qual a cada três anos de 365 dias seguia outro de 366 dias (ano bissexto). Assim, o ano juliano tem em média 365,25 dias.

Para acertar o calendário com a primavera, foram adicionados 67 dias àquele ano e o primeiro dia do mês de Março de 45 a.C., no calendário romano, foi chamado de 1 de Janeiro no calendário Juliano. Este ano é chamado de Ano da Confusão.

Outras e importantes reformas realizadas são: o início do ano passa de 1º de Março para 1º de Janeiro; os meses passam a ter 30 e 31 dias intercalados (excepto Fevereiro); quintilis e sextilis ficam com 31 dias porque têm nome de imperadores; o 13º mês, mercedonius, é suprimido.

O Calendário Juliano difunde-se por todo o mundo e subsistiu até aos nossos dias depois de algumas correcções introduzidas pelo Papa Gregório XIII, que deram origem ao Calendário Gregoriano.

Nota: Sosígenes de Alexandria foi citado por Plínio, o Velho, como sendo o astrónomo consultado por Júlio César aquando da concepção do calendário Juliano. Pouco se sabe sobre este astrónomo para além de duas referências na Naturalis Historia de Plínio. Fonte

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