O poder dos gatos: segredos que podem ajudar

O poder dos gatos

O poder dos gatos: apesar de odiados, temidos e queridos em partes iguais, os gatos são a mascote mais misteriosa da humanidade.

Revelamos-lhe o seu segredo e como podem ser uma ajuda para si.

Diz um estudo da revista Nature que os gatos escolheram por si mesmos deixarem de ser selvagens – ou dividir-se entre exemplares selvagens e domésticos – e irem para a casa dos humanos.

As primeiras evidências da sua convivência com o homem foram encontradas na ilha de Chipre há 9.500 anos.

No Egipto consideravam o gato mágico

Foi no Egipto que o gato viveu o seu momento de esplendor: graças à sua capacidade de contrair as pupilas, ganhou o título de vigilante da noite e foram-lhe atribuídas qualidades mágicas.

Era considerado o protetor do lar e da família, capaz de afastar os demónios. Além disso, se alguém matava um gato, era logo condenado. Por exemplo, a deusa egípcia Bastet é representada com uma cabeça de gato.

Na China, há 3.000 anos, era o único animal de companhia possível, e só as mulheres é que podiam tê-lo. Acreditava-se que afastava os maus espíritos e era portador de sorte. Na Índia também o adoravam: a deusa Sasti adotou a forma de gato.

Mas chegou o século XV, um período escuro para eles pois acreditava-se que os gatos eram animais diabólicos e eram utilizados em rituais satânicos, sobretudo os gatos pretos, que eram queimados na fogueira com os seus donos.

A Inquisição dizimou a sua população dando origem a uma praga de ratos que espalhou a peste pelo velho continente. Isto mudou quando Napoleão popularizou o seu lugar no lar.

Desde então, são-lhe atribuídos diferentes poderes: absorvem a energia negativa das casas, afastam os fantasmas, detetam a maldade do ser humano e ajudam pacientes a recuperarem.

Nota: sugerimos a leitura de um artigo com curiosidades interessantes sobre os gatos.

Seis gatos muito especiais

Birmanês: protetor da alma

Conta a lenda que estes gatos eram os responsáveis por guardar a imagem sagrada da deusa Tsun Kyan Kse, conhecida como a deusa dos olhos azuis.

Todos os gatos do seu templo eram de um branco muito puro e tinha os olhos de cor âmbar. Segundo as suas crenças, a alma dos sacerdotes guardiões do tempo, ao morrer, reencarnava num dos gatos, antes de continuar a viagem mais além, e este gato mudava a cor dos olhos para azul.

É a raça mais social, fiel e protetora do universo felino. A sua alma identifica-se com a de crianças e idosos.

Azul Russo: o do amor

Há muitas raças que partilham a cor azulada no pelo, mas o gato azul russo – do norte deste país – tem as pontas prateadas.

É muito elegante nos seus movimentos e na sua figura. O primeiro lar destes gatos foi uma ortodoxa. Era o gato dos czares e, como sinal de respeito, ofereciam-no aos soberanos que os visitavam. Desta forma, espalharam-se pelo mundo.

São tranquilos e bastante independentes, gostam da solidão e do silêncio. Estes gatos atraem serenidade, fortuna, criam um halo de paz e mantêm a harmonia do lar potenciando o amor.

Branco: curandeiro

Nos EUA é considerado o animal da sorte por excelência, dada a sua capacidade para absorver as más vibrações.

A pureza da cor é perfeita para acelerar a melhoria das pessoas doentes, ao transmitir calma e purificar o ambiente durante um processo de convalescença.

O gato tem que conviver na mesma divisão da pessoa doente, inclusive deitar-se na sua cama. Procurará sempre colocar-se perto da zona do corpo que sofra a doença. Há uma lenda indiana que diz que este gato realmente vive no céu, por isso tem a capacidade de cura.