Os concílios ecuménicos do primeiro milénio

Os concílios ecuménicos

«Concílio provém do latim “concilium”, reunião, assembleia. É a reunião de bispos e outros dignitários eclesiásticos, feita com regularidade, para tratar e legislar em matérias de interesse para as Igrejas de determinada região.

O hábito de reunir, para ponderar e deliberar, cedo entrou na prática da comunidade cristã.

A reunião de Jerusalém, narrada nos Atos dos Apóstolos (15, 6-29), foi um acontecimento modelar para uma prática que se irá impor a nível local, zonal e universal.

três tipos de concílio: provinciais, plenários e ecuménicos.

Os primeiros destinam-se às dioceses da mesma província eclesiástica – em Portugal existem as de Braga, Lisboa e Évora. Celebraram-se vários em Portugal, sobretudo em tempos passados, nomeadamente os de Braga.

Os plenários, por seu lado, abrangem as dioceses da mesma conferência episcopal; em Portugal realizou-se um em 1926.

Quanto aos ecuménicos (universais), o de Niceia (325) é considerado o primeiro dos 21 que se lhe seguiram até ao Vaticano II (1962-1965).» Fonte

Concílios do Primeiro Milénio

Niceia I – 20.05.325 a 25.07.325

– Convocado pelo Papa São Silvestre, é o primeiro a reunir a Cristandade.

– Condena o arianismo como heresia e exila Ário.

– Proclama a igualdade de natureza entre o Pai e o Filho.

– Redige o símbolo ou Credo Niceno, que se recita na Missa;

– Define as regras para a data da Páscoa.

Constantinopla I – Maio a Julho de 381

– Convocado pelo Papa São Dâmaso I, pretende combater os seguidores de Macedónio, que negavam a divindade do Espírito Santo.

– Afirma a natureza divina do Espírito Santo no Credo niceno-constantinopolitano (foram acrescentados artigos ao Credo Niceno), que se recita na missa.

– Estabelece que o bispo de Constantinopla receberá as honras logo após o bispo de Roma;

Éfeso – 22.06.431 a 17.07.431

– Presidido por São Cirilo de Alexandria, representante do Papa Celestino I

– Condena o nestorianismo como heresia.

– Afirma a unidade pessoal de Cristo e a maternidade divina de Maria (Maria Mãe de DeusTheotokos);

Calcedónia – 8.10.451 a 01.11.451

– Condena o monofisismo.

– Afirma a unidade das duas naturezas, completas e perfeitas em Jesus Cristo, humana e divina., contra Eutiques, para quem as duas naturezas se fundiam em apenas uma.

– É escrita a carta dogmática “Tomo a Flaviano” pelo Papa Leão I;

Constantinopla II – 05.05.533 a 02.06.533

– Reúne 165 bispos sob a presidência do Papa Vigílio.

– Condena os ensinamentos de Orígenes e outros.

– Condena os documentos nestorianos designados Os Três Capítulos.

– Conforma a validade dos concílios anteriores.

Constantinopla III – 07.11.680 a 16.09.681

– Presidido pelo Papa Agatão.

– Condena o monotelismo, que defendia que Cristo tinha apenas uma vontade, a divina, apesar de ter duas naturezas.

– Dogmatiza as duas naturezas do Cristo.

Niceia II – 24.09.787 a 23.10.787

– Presidido pelos legados do Papa Adriano I.

– Legitimação de veneração de imagens.

– Regula a questão da veneração de imagens (ícones).

– Condena os iconoclastas.

Constantinopla IV – 05.10.869 a 28.02.870

– Na sequência de um anterior concílio ilegítimo, liderado pelo patriarca grego Fócio contra o Papa Nicolau I, o pontífice seguinte, Adriano II, convocou este concílio.

– Condena, anula atos e depõe Fócio, patriarca de Constantinopla.

– Encerra, temporariamente, o primeiro Cisma Ocidental, embora dê início aos atritos que levariam ao cisma grego, em 1054.

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