Plantas medicinais em Trás-os-Montes e Alto Douro

Plantas medicinais

Dentro das espécies bravias tradicionalmente utilizadas, as mais representativas são, sem dúvida, as medicinais.

Nesta listagem, que é extensa, as mais usadas em fitoterapia são comuns em todo o Norte Peninsular. O que mais varia são as denominações regionalizadas e, quase sempre, resultantes da deturpação linguística, escrita e falada.

As plantas, de acordo com os seus princípios activos, podem ser usadas por via farmacológica industrial onde se faz o seu aproveitamento para o fabrico de medicamentos genéricos e outros, utilizando-se também na cosmética, na indústria alimentar, na tinturaria, na elaboração de aromatizantes, etc.

De forma ancestral e directa os princípios activos são utilizados de forma intuitiva, recorrendo-se à edificação de uma farmacologia natural, quase alquímica e quase sempre associada ao poder da crença, da fé e da superstição.

No uso popular das plantas, embora seja mais frequente a sua utilização de forma isolada – uma planta, um mal – podemos verificar que também são usadas algumas receitas de misturas, constituindo “fórmulas galénicas” muito interessantes.

Nesta listagem vamo-nos circunscrever (…) às espécies autóctones ou naturalizadas mais usadas na região transmontano-duriense.

Espécies medicinais de origem exótica são também cultivadas em hortas e quintais, como o caso do limonete ou lúcia-lima (Lippia citriodora ou Aloysia triphylla) e do chá do México ou erva-formigueira (Chenopodium ambrosioides) e de muitas outras, mas sobre essas existe bastante bibliografia disponível em todos os manuais relativos a esta matéria, até porque são plantas cultivadas um pouco por toda a parte.

Saiba mais sobre…

Alecrim ou alecrinzeiro

Aparece espontânea nas charnecas e matagais do Centro e do Sul de Portugal, sendo sub-espontânea e cultivada no Norte. Abunda no litoral mediterrânico. Encontra-se em altitudes até aos 1500 metros. Ler+

Fonte: “Etnobotânica – Plantas bravias, comestíveis, condimentares e medicinais“, José Alves Ribeiro, António Monteiro e Maria de Lurdes Fonseca da Silva (texto editado e adaptado) | Imagem