21 de janeiro de 1793: a execução de Luís XVI e o destino trágico da monarquia francesa

Na manhã fria de 21 de janeiro de 1793, a Praça da Revolução, em Paris (atual Praça da Concórdia), foi palco de um dos acontecimentos mais marcantes da história europeia: a execução do rei Luís XVI na guilhotina. Este ato simbolizou a rutura definitiva com o Antigo Regime e confirmou a radicalização da Revolução Francesa, iniciada em 1789.

Luís XVI fora deposto em agosto de 1792, após a queda da monarquia. Julgado pela Convenção Nacional, foi acusado de traição à pátria, de conspirar contra a liberdade do povo e de manter contactos com potências estrangeiras inimigas da Revolução. Após longos debates, a Convenção decidiu, por maioria estreita, a pena de morte, sem possibilidade de recurso.

O rei passou os seus últimos dias encarcerado na prisão do Templo, acompanhado pela família. A sua esposa, Maria Antonieta da Áustria, rainha de França desde 1774, era uma figura profundamente controversa.

Filha da imperatriz Maria Teresa da Áustria, Maria Antonieta tornara-se alvo de forte hostilidade popular, acusada — muitas vezes de forma exagerada ou infundada — de luxo excessivo, intrigas políticas e influência estrangeira nos assuntos franceses. Durante a Revolução, foi usada como símbolo da decadência da monarquia e da distância entre a corte e o povo.

Na manhã de 21 de janeiro, Luís XVI foi conduzido à Praça da Revolução sob forte escolta. Tentou dirigir-se à multidão, proclamando a sua inocência e perdoando os seus inimigos, mas as suas palavras foram abafadas pelo rufar dos tambores. Pouco depois, foi executado pela guilhotina.

Após a morte do rei, Maria Antonieta permaneceu presa, separada dos filhos e submetida a duras condições de detenção. Em outubro de 1793, seria também julgada e executada, selando o destino da família real. A sua morte reforçou ainda mais o caráter radical da Revolução e chocou as monarquias europeias.

A execução de Luís XVI marcou um ponto de não retorno. Internamente, abriu caminho ao Período do Terror; externamente, provocou a formação de coligações contra a França revolucionária. O regicídio simbolizou o colapso definitivo da monarquia absoluta em França e afirmou, de forma dramática, a ideia de soberania popular.

O destino trágico de Luís XVI e de Maria Antonieta tornou-se, assim, um dos episódios mais emblemáticos da transição para o mundo político moderno.

Com recurso ao Chat GPT