Coronavírus – a proteção da Virgem de Guadalupe
O pedido à Senhora e o fim da epidemia
Em janeiro de 1737, no santuário dedicado à Virgem de Guadalupe, nas encostas do monte Tepeyac, foi organizada uma novena para “falar” com ela e pedir-lhe diretamente o fim da epidemia.
No sermão do último dia da novena, Bartolomé Phelipe de Ita y Parra propôs nomear a Virgem de Guadalupe “Padroeira Universal de Todo o Reino” da Nova Espanha. Este era um imenso Reino que ocupava metade atual território dos Estados Unidos, México e quase toda a América Central.
Depois de discutir o assunto, o governador pediu ao arcebispo do México o seu consentimento para que o povo se abrigasse “sob o escudo celestial de Maria de Guadalupe”. Concedido o pedido, em abril de 1737 foi feito o juramento do patrocínio. Então, segundo as crónicas da época, começou a chover e a epidemia foi diminuindo até ser extinta.
“Talvez hoje, com o racionalismo que nos caracteriza, pensaríamos que o recuo da epidemia se devesse ao fato de o vírus já ter entrado em sua curva descendente. No entanto, para os olhos dos novos hispânicos, a diminuição do mal foi claramente obra da Virgem de Guadalupe“, escreve Ana Rita Valero de García Lascurain no seu livro “Santa Maria de Guadalupe à luz da história” (BAC, 2014).
O México, a América e o mundo têm “a morenita de Tepeyac”, como São João Paulo II a chamou carinhosamente, como intercessora a quem implorar. Como fizeram os habitantes da Nova Espanha no século XVIII, para mitigar esta epidemia e inflamar nossos corações da fé em Deus.

Fonte (texto editado e adaptado)

