Dia da Imaculada Conceição – 8 de Dezembro

Imaculada Conceição de Nossa Senhora

No dia 8 de Dezembro, a Igreja Católica celebra o dogma da Imaculada Conceição (Concepção) de Nossa Senhora, definido pelo Papa Pio IX em 1854.

Através deste dogma a Igreja proclama que a Virgem Maria, Mãe de Jesus e Mãe da Igreja, foi concebida, por um acto de graça especial, sem “pecado original”. Logo, isenta de qualquer mancha de pecado.

Numa das aparições de Nossa Senhora em Lourdes (França) a Bernadette Soubirous (25 de Março de 1858, Festa da Anunciação), a rapariguinha pediu: “A Senhora quer ter a bondade de me dizer o Seu nome?“.

Nossa Senhora respondeu-lhe, utilizando o dialecto dos Pirinéus: “Que soy era Immaculado Counceptioun” (“EU SOU A IMACULADA CONCEIÇÃO“).

Em 1646, D. João IV coroou a imagem da Imaculada Conceição de Vila Viçosa como Rainha de Portugal. A partir de então, os reis de Portugal nunca mais usaram coroa.

A liturgia celebra este mistério com a categoria de solenidade. Com textos que datam de Pio IX e reflectem o clima próprio do Tempo do Advento em que esta celebração cai.

A piedade popular dedica-lhe uma especial novena preparatória.

Dogma da Imaculada Conceição

O dogma da Imaculada Conceição estabelece que Maria foi concebida sem mancha de pecado original. O dogma foi proclamado pelo Papa Pio IX, no dia 8 de Dezembro de 1854, na Bula Ineffabilis Deus (“Deus Inefável”).

«41. Por isto, depois de na humildade e no jejum, dirigirmos sem interrupção as Nossas preces particulares, e as públicas da Igreja, a Deus Pai, por meio de seu Filho, a fim de que se dignasse de dirigir e sustentar a Nossa mente com a virtude do Espírito Santo; depois de implorarmos com gemidos o Espírito consolador; por sua inspiração, em honra da santa e indivisível Trindade, para decoro e ornamento da Virgem Mãe de Deus, para exaltação da fé católica, e para incremento da religião cristã, com a autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados Apóstolos Pedro e Paulo, e com a Nossa, declaramos, pronunciamos e definimos:

Doctrinam, quæ tenet, beatissimam Virginem Mariam in primo instanti suæ conceptionis fuisse singulari omnipotentis Dei gratia et privilegio, intuitu meritorum Christi Jesu Salvatoris humani generis, ab omni originalis culpæ labe præservatam immunem, esse a Deo revelatam atque idcirco ab omnibus fidelibus firmiter constanterque credendam.

A doutrina que sustenta que a beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante da sua Conceição, por singular graça e privilégio de Deus omnipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do género humano, foi preservada imune de toda mancha de pecado original, essa doutrina foi revelada por Deus, e por isto deve ser crida firme e inviolavelmente por todos os fiéis

Pode ler, em português, o texto integral da Bula Ineffabilis Deus

Um texto explicativo

«Quando, no dia 25 de Março de 1858, a «Senhora» que aparecia a Bernardette Soubirous lhe disse:

– «Eu sou a Imaculada Conceição»,

a jovem vidente de Lourdes não entendeu o sentido daquelas palavras. O dogma da Imaculada Conceição tinha sido definido havia pouco tempo (a 8 de Dezembro de 1854), pelo Papa Pio IX.

Por outro lado, a forma de expressá-lo pode prestar-se a confusões: há quem pense que se refere à concepção virginal de Jesus.

Na realidade, trata-se de afirmar que Maria foi preservada de toda a mancha de pecado desde o primeiro instante da sua existência.

A Igreja sempre afirmou a santidade sem igual da Virgem, a «cheia de graça», que o Altíssimo cobriu com a Sua sombra. Ela, perfeita «escrava do Senhor», irrepreensível na sua fidelidade à Palavra de Deus, é «bendita entre as mulheres».