Exposição Universal de Paris 1900 – 14 de abril
Exposição Universal de Paris 1900
Se as exposições mundiais parisienses de 1878 e 1889 foram dominadas pela busca de soluções estéticas inovadoras para a arquitetura do ferro, a de 1900 orientou-se por critérios decorativos.
A exposição universal de Paris foi inaugurada a 14 de abril de 1900 pelo presidente francês Emile Loubet e pelo ministro do Comércio Alexandre Millerand.
Durante os sete meses seguintes, 47 milhões de pessoas visitaram a exposição, que não só apresentava as novas aquisições do progresso como também oferecia uma retrospectiva geral da evolução técnica e cultural de épocas anteriores.
A ideia mestra da exposição manifestava-se logo à entrada: à semelhança de muitos outros edifícios construídos exclusivamente para a exposição, também o portão de entrada parecia sobre dimensionado.
A arquitetura e o ordenamento das construções obedeciam a princípios eminentemente decorativos.
Assim, os edifícios construídos sobre o Campo de Marte encontravam-se dispostos em forma de diapasão, de tal maneira que ambas as extremidades se aproximavam em degraus em direção ao centro.
Aí uniam-se num castelo de água, por detrás do qual sobressaía o palácio da eletricidade, iluminado durante a noite, com o grande salão de comemorações.

Novidades e sucessos
Enorme sucesso entre o público registaram os trottoirs roulants, tapetes rolantes montados sobre uma estrutura de madeira que circundava a superfície da exposição.
Embora faltassem à exposição atrações como a Torre Eiffel do ano de 1889, não deixou de se registar a estreia mundial de um novo «milagre da técnica».
Em meados de julho entrou em funcionamento, entre a Porte Maillot e a Porte de Vincennes, o primeiro troço do comboio subterrâneo de Paris, o Métro. Para um percurso de 10,6 km, entre a Porte Maillot e a Praça da Bastilha, os comboios de então necessitavam de 30 minutos.
O novo meio de transporte provocou enorme sensação em virtude das inovações arquitetónicas patenteadas nas estações: Hector Guimard criou as entradas com as suas linhas florais e tetos de vidro estruturados em forma de leque de pavão.
O aspeto decorativo das novas entradas tornou-se tão popular que na capital a art nouveau foi também designada por style métro.
Do quotidiano da exposição faziam parte sumptuosas festas, financiadas por um imposto geral sobre diversões, lançado apenas durante o tempo de duração do evento.
O banquete oferecido pelo presidente da Câmara no Jardim das Tulherias remontou a uma tradição secular de grandiosos acontecimentos gastronómicos.
A mostra dos produtos económicos na exposição mundial tornou claro que as nações industriais já não se encontravam sozinhas entre si.
Em países que até aí não tinham merecido especial atenção crescia uma séria concorrência aos seus produtos.
A Rússia, o Japão, a Itália e a Hungria surpreenderam pela qualidade das suas indústrias de metal, madeira e têxteis.
Vários países que até então ainda trocavam as suas matérias-primas pelos produtos das nações industriais iriam estar em condições, dentro de poucos anos, de organizar a sua exportação industrial. 1

Factos da exposição universal de Paris 1900
– O local de construção estendia-se por mais de 221 hectares.
– A Grande Roda de 106 metros tinha 80 carros, levando cada um 20 pessoas.
– Havia 76 000 expositores: 36 000 franceses e 40 000 de além-mar.
– A exposição deu um lucro de cinco milhões de francos.
– Uma galeria inteira do Palácio da Indústria foi destinada aos automóveis, quase durante cinco anos. 2

Fonte: 1 “História do Século XX, década a década” (editado) | 2 “O Século XX ano a ano” | Imagens

