Rio e São Paulo vão receber nova edição do “Festival de Fado”
Fado no Rio de Janeiro e em São Paulo
A cidade do Rio de Janeiro vai receber o “Festival de Fado” entre os dias 21 e 22 de novembro.
A edição de 2023 terá a presença de Cuca Roseta e Cristina Branco, num show único no dia 21, acompanhado de uma apresentação de Bernardo Couto, dedicada à guitarra portuguesa, no dia 22.
O evento vai ter lugar na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, zona Oeste da cidade maravilhosa, e busca, segundo os seus organizadores, “promover o legado da guitarra portuguesa, a sua história e importância cultural como símbolo da música portuguesa”.
Além das performances musicais, vai haver espaço para “mostra de cinema, conferências e exposições”.
Este mesmo festival vai decorrer também em São Paulo com a presença de Cuca Roseta e do guitarrista Sandro Costa, no dia 25 de novembro, no Teatro Opus Frei Caneca.
Além do show haverá duas atividades que tratam do tema “O Fado e a Guitarra Portuguesa”.
Em seu espetáculo, Cuca Roseta vai apresentar os clássicos do Fado e sucessos de sua carreira, mas, além disso, quer trazer algo da cultura brasileira para o seu canto, prometendo surpresas para o público.
Ígor Lopes
História do Fado
“Nascido nos contextos populares da Lisboa oitocentista, o Fado encontrava-se presente nos momentos de convívio e lazer.
Manifestando-se de forma espontânea, a sua execução decorria dentro ou fora de portas, nas hortas, nas esperas de touros, nos retiros, nas ruas e vielas, nas tabernas, cafés de camareiras e casas de meia-porta.
Evocando temas de emergência urbana, cantando a narrativa do quotidiano, o fado encontra-se, numa primeira fase, vincadamente associado a contextos sociais pautados pela marginalidade e transgressão, em ambientes frequentados por prostitutas, faias, marujos, boleeiros e marialvas.
Muitas vezes surpreendidos na prisão, os seus atores, os cantadores, são descritos na figura do faia, tipo fadista, rufião de voz áspera e roufenha, ostentando tatuagens, hábil no manejo da navalha de ponta e mola, recorrendo à gíria e ao calão.
Esta associação do fado às esferas mais marginais da sociedade ditar-lhe-ia uma vincada rejeição pela parte da intelectualidade portuguesa. (…) ” Fonte
https://www.calendarios.info/os-monumentos-a-cristo-lisboa-e-rio-de-janeiro/

