Fins-de-semana Gastronómicos | Janeiro 2019

 

No mês de Janeiro, os Fins-de-semana Gastronómicos realizam-se nos concelhos abaixo referidos.

Provérbio ou ditado popular
Janeiro molhado não é bom para o pão, mas é bom para o gado.”
Conheça outros provérbios sobre os meses do ano.

11, 12 e 13 – Amarante

Foi a situação geográfica de Amarante que condicionou a sua gastronomia. Por um lado, está situada na charneira entre o Minho e Trás-os-Montes.

A sua comida comunga assim das características de ambas as províncias. O facto é que, ainda hoje, a cozinha amarantina é baseada em pratos substanciosos, como o cabrito serrano, a vitela arouquesa e maronesa, as feijoadas, as tripas, o cozido à portuguesa, o bacalhau… Para variar, a delicadeza de umas trutas pescadas nas cachoeiras do Tâmega e o requinte de um fumeiro bem temperado.

Ficaram célebres os bacalhaus à Zé da Calçada e à Custódia que, em tempos idos, eram as duas mais importantes casas que disputavam entre si a clientela, procurando apresentar cada qual o melhor bacalhau. (O bacalhau à Custódia não dá hoje por esse nome, mas, sob qualquer outra designação, deve corresponder a uma das muitas maneiras de cozinhar o bacalhau ainda presentes na gastronomia de Amarante).

Célebre também o arroz de frango, vulgarizado pelas monjas de Santa Clara, advogada das pessoas com dificuldades de fala, a quem eram oferecidas, em pagamento de promessas, inúmeras aves de capoeira.

Os ovos desempenham igualmente um papel importante na confeção da doçaria. As gemas para os doces, as claras para a clarificação do próprio vinho… A doçaria nasce conventual, mas as Invasões Francesas, obrigando à retirada das clarissas, precipitam a sua difusão pelas famílias da vila e pelas lojas próximas do rio. Uma referência especial às pastelarias, que continuam a garantir a amarantinos e sobretudo a viajantes os deliciosos papos de anjo, foguetes, lérias e brisas do Tâmega que rivalizam em fama (diz-se em Amarante) com o convento e a ponte, sem esquecer, num passado não muito longínquo, Alcino dos Reis e a sua confeitaria “Casa das Lérias”.

O pão tem também a sua especialidade: o pão de Padronelo, de farinha moída nos moinhos do rio e cozido em fornos a lenha de carqueja que superabunda na região.

Finalmente o vinho. Estamos numa sub-região do vinho Verde. Muita da vinha é de enforcado, conferindo à paisagem agrária amarantina um ar que a aproxima de certas regiões minhotas.

O que pedir nos restaurantes aderentes: Fumeiro (Bacon, Chouriça, Presunto) | Cabrito assado (serrano) | Doces conventuais – Lérias

 

18, 19 e 20  – Marco de Canaveses

Situado entre dois rios internacionais, o Douro e o Tâmega, o Marco de Canaveses convida o visitante à descoberta de sensações e tradições.

Em terras de Carmen Miranda descubra os vinhos premiados e outros néctares do Marco de Canaveses, que devem acompanhar a nossa gastronomia regional.

Propõe-se a quem nos visita, o tradicional Anho Assado com Arroz de Forno, o Verde e a Lampreia.

Para os gulosos, deixamos tentações como as Fatias e as Cavacas do Freixo, os Biscoitos de Soalhães, o Pão-de-Ló e o Pão-Podre. No final do repasto, aproveite para visitar a Igreja de Santa Maria e a cidade romana de Tongobriga.

O que pedir nos restaurantes aderentes: Verde/Baluzaque | Anho assado com arroz do forno | Fatias do Freixo

 

25, 26 e 27 – Montalegre

Montalegre tem saborosas referências gastronómicas que, enquadradas num cenário idílico, garantem aos sabores tradicionais um forte marco de atração turística e promoção territorial.

Os produtos gastronómicos de referência estão ligados à sua própria ruralidade, ao clima frio e gélido de inverno, à criação de animais em regime extensivo e aos produtos agrícolas cultivados em modo orgânico num território classificado como Património Agrícola Mundial.

O que pedir nos restaurantes aderentes: Presunto e alheira | Cozido à Barrosã | Rabanadas com Mel

 

25, 26 e 27 – Ponte de Lima

Ponte de Lima distingue-se como destino gastronómico pela qualidade dos seus produtos endógenos, bem como toda a herança que transitou entre famílias e que preservou a tradição da confeção de verdadeiras iguarias, como o Arroz de Sarrabulho à Moda de Ponte de Lima, o Bacalhau de Cebolada, a Espetada do Brutus, o Naco de Minhota e o Leite-Creme que aliados aos excelentes Vinhos Verdes de Ponte de Lima (Loureiro e Vinhão) oferecem uma experiência enogastronómica única.

O que pedir nos restaurantes aderentes: Rojões à Minhota | Arroz de Sarrabulhos à moda de Ponte de Lima | Leite-creme

Fonte

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