Agravamento de desconforto e secura ocular
Teletrabalho, confinamento e o agravamento de desconforto e secura ocular
Com o aumento do teletrabalho em período de confinamento, o número de utentes com queixas de desconforto e secura ocular tem vindo a aumentar.
Os fatores que podem estar a contribuir para este aumento são:
Uso abusivo de computadores e telemóveis
Solução:
O uso do computador e telemóveis deve ser feito com períodos regulares de descanso (regra 20-20-20: por cada 20 minutos a trabalhar deve passar 20 segundos a olhar para uma distância superior a 20 pés, ou seja, 6 metros).
Deve também pestanejar frequentemente para assegurar uma boa lubrificação ocular.
A utilização de óculos em detrimento de lentes de contacto e a lubrificação ocular adicional com lágrimas artificiais (sem conservantes) ajuda no alívio dos sintomas de secura ocular.
Falta de exposição a luz natural
Solução:
A exposição a luz natural é essencial ao normal desenvolvimento ocular, particularmente em crianças. Já foi demonstrado que as crianças que passam menos tempo expostas a luz natural apresentam uma prevalência de miopia superior.
Deve ser incentivado o exercício ao ar livre em estrito e paralelo cumprimento das recomendações da Direção Geral de Saúde relativamente aos deveres cívicos impostos na crise covid-19.
Exposição ocular a agentes irritantes
Solução:
Deve ter cuidado no manuseamento de agentes irritantes como soluções de álcool-gel, evitando o contacto ocular.
Este texto, da autoria de um médico oftalmologista, foi-nos disponibilizado por pessoa amiga, o que muito agradecemos. | Imagem de Omni Matryx
Para uma melhor qualidade de vida, sugerimos a leitura de “Atividade física versus sedentarismo? Saúde em causa!”
“Sequndo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), Portugal atinge mais de 40% de pessoas com uma atividade física insuficiente. (…)
As estatísticas também revelam que um estilo de vida sedentário torna-se mais frequente com o aumento da idade, sendo maior entre as pessoas com baixo nível de escolaridade e dificuldades económicas.” Ler+

