Concílio de Éfeso, o terceiro concílio ecuménico do cristianismo
O Concílio de Éfeso foi o terceiro concílio ecuménico do cristianismo, realizado em 431 d.C. na cidade de Éfeso, na Ásia Menor (atual Turquia).
Convocado pelo imperador Teodósio II, teve como principal objetivo resolver a controvérsia teológica sobre a natureza de Cristo e o uso do título Theotokos (“Mãe de Deus”) aplicado à Virgem Maria.
Factos principais
- Ano: 431 d.C.
- Local: Éfeso, Império Romano do Oriente
- Convocado por: Imperador Teodósio II
- Principais figuras: Cirilo de Alexandria e Nestório
- Resultado: Condenação do nestorianismo; reafirmação de Maria como Theotokos
Contexto e controvérsia
O concílio surgiu em resposta ao ensino de Nestório, patriarca de Constantinopla, que rejeitava chamar Maria de Theotokos, preferindo “Cristotokos” (“Mãe de Cristo”). Cirilo de Alexandria, líder teológico do Egito, argumentou que tal distinção ameaçava a doutrina da encarnação. O debate refletia profundas tensões teológicas e políticas entre as sedes de Alexandria e Constantinopla.
Desenvolvimento do concílio
Realizado na igreja de Santa Maria em Éfeso, o concílio foi marcado por intensas disputas. A facção de Cirilo abriu as sessões sem a presença dos apoiantes de Nestório, que chegaram mais tarde. Nestório foi deposto e excomungado, e o título Theotokos foi confirmado, consolidando a crença na unidade pessoal de Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem.
Consequências e legado
O Concílio de Éfeso teve impacto duradouro na cristologia e na veneração mariana. A condenação do nestorianismo levou à separação das Igrejas do Oriente que continuaram a seguir a teologia de Nestório, formando a Igreja do Oriente. O concílio também reforçou o poder e a influência da Sé de Alexandria no mundo cristão oriental.

