O imperador Constantino I legalizou o cristianismo

Constantino I (272–337 d.C.), também conhecido como Constantino, o Grande, foi imperador romano entre 306 e 337 d.C. É lembrado por legalizar o cristianismo e por fundar Constantinopla, transformando-a em nova capital imperial. O seu governo marcou a transição entre o mundo antigo e a Idade Média.

Factos-chave

  • Nascimento: 27 de fevereiro de 272 em Naissus (atual Niš, Sérvia).
  • Morte: 22 de maio de 337 em Ancirona (Ancyrona, atual Turquia).
  • Reinado: 306 – 337 d.C.
  • Família: filho do imperador Constâncio Cloro e de Helena, depois canonizada.
  • Títulos: “Totius orbis imperator” (e “o Grande”).

Ascensão e unificação do império

Proclamado augusto pelas tropas do pai em Eboracum (York) em 306, Constantino enfrentou anos de guerras civis para consolidar o poder. A vitória na Batalha da Ponte Mílvia sobre Maxêncio permitiu-lhe controlar o Ocidente e atribuiu-lhe a visão mística do símbolo cristão “In hoc signo vinces”. Depois de derrotar Licínio em 324, tornou-se único governante do Império Romano.

Constantinopla e reformas

Em 330, fundou Constantinopla sobre as ruínas de Bizâncio, planeada como “Nova Roma”. Reforçou a administração central e a burocracia, estabeleceu um cerimonial imperial solene e reformou a moeda com o solidus de ouro, base da estabilidade monetária durante séculos. Estas reformas consolidaram o modelo de monarquia absolutista típico do baixo império.

Cristianismo e legado religioso

O Édito de Milão, assinado com Licínio, garantiu liberdade de culto e pôs fim às perseguições aos cristãos. Constantino interveio nas questões eclesiásticas, convocando o Concílio de Niceia, que definiu o Credo Niceno e rejeitou o arianismo. Embora tenha sido batizado apenas no leito de morte, a sua política religiosa fundiu Igreja e Estado num modelo que marcaria a civilização cristã ocidental.

Morte e posteridade

Morreu em 337 durante preparativos para uma campanha contra a Pérsia. Foi sepultado na Igreja dos Santos Apóstolos em Constantinopla e sucedido pelos filhos Constantino II, Constâncio II e Constante I.

Nas tradições ortodoxas é venerado como santo e igual aos apóstolos, sendo considerado um dos soberanos mais influentes da história romana e cristã.