Efeitos terapêuticos da abóbora e do estragão

Medicina tradicional antiquíssima

Há mais de 4000 anos que o homem utiliza as plantas para tratar e curar as diversas doenças do corpo e espírito. Esta é, provavelmente, a mais antiga forma de medicina e, curiosamente, surgiu de forma independente nos mais variados povos.

Porém, no século XX, estas curas naturais foram substituídas pelos medicamentos químicos e os seus supostos efeitos “rápidos e milagrosos“. De qualquer modo, nas duas últimas décadas, o interesse pela sabedoria milenar voltou a captar o nosso interesse.

Se procuras uma cura natural com plantas, consegues encontrar no mercado diversas opções.

Abóbora (Cucurbita Pepo)

Esta planta, cultivada em quase todas as partes do mundo para fins culinários, é bastante útil para o sistema urinário (principalmente nos distúrbios da bexiga), para o sistema reprodutor masculino (para tratar e prevenir caso de hipertrofia benigna da próstata), para a pele e para o intestino.

Existem diversas opções no mercado, desde a abóbora para fins culinários (que deve ser escolhida com casca firme, sem rachas nem partes moles), sementes e cápsulas.

Ela é baixa em calorias, visto que 95% da sua composição é água (daí ser altamente nutritiva para a pele e também útil na prisão de ventre).

As sementes são ricas em fitosteróis (o que contribui para a saúde cardiovascular), cucurbitina, zinco, magnésio e vitaminas A, C e E, ácidos gordos linoleicos e polissacáridos.

Efeitos terapêuticos

– boa diurética (ajuda na eliminação de sódio – sal – mas não de outros minerais);

– emoliente (amolece e relaxa os tecidos;

– anti-helmíntica (ajuda a expulsar certos parasitas intestinais, como lombrigas e a bicha-solitária ou ténia);

– anti-inflamatória da próstata e das vias urinárias (ajudando nos casos de bexiga irritável e outros problemas de micção).

Como utilizar?

Podes comer as próprias sementes (50 a 100 g por dia), ou utilizá-las em decocção (1 a 2 colheres de sopa com sementes). Em cápsulas de 2000 mg (óleo das sementes), 2 vezes ao dia.

Estragão (Artemisia Dracunculus)

É uma especiaria (planta aromática) originária da Mongólia, Sibéria e Himalaias, que recebe o seu nome latino pelo formato da sua raiz, semelhante a um dragão, mas não devemos confundir com a Artemisia vulgaris (que é conhecida por regularizar os ciclos menstruais e aliviar os sintomas).

Como tantas outras especiarias, é utilizada para facilitar a digestão e estimular o apetite – porque aumenta a produção dos sucos digestivos – pelo que deve ser evitada por quem sofre de úlceras na boca ou estômago, ou outras complicações gástricas.

A sua folha contém óleo essencial (estragol), flavonoides e taninos, além das vitaminas A e C e sais minerais.

Efeitos terapêuticos

– antissético do tubo digestivo;

– digestivo e estimula o apetite, carminativo (alivia a flatulência);

– vermífugo;

– emenagogo (regulariza o aparecimento do fluxo menstrual);

– espasmolítico;

– diurético;

– estrogénico (estimula a produção de estrogénio).

Como utilizar?

Em infusão, 3 vezes ao dia, cerca de 1 colher de café por chávena. Em cápsulas, 1 a 2 vezes ao dia.

Fonte: Continente Magazine (texto editado e adaptado) | Imagem de Alexas_Fotos