Jesus Cristo nasceu em Belém da Judeia!

Jesus Cristo

«Ao chegar a plenitude dos tempos, Deus enviou o Seu Filho, nascido de mulher, nascido sujeito à Lei, para resgatar os que se encontravam sob o jugo da Lei e para que recebêssemos a adopção de filhos» (Gal 4, 4-5).

«Plenitude», esse momento culminante da História, em que Deus, feito Homem, irrompe na História dos homens, comunicando sentido completamente novo a esta vida e a esta História, corresponde, com certeza, a um dos últimos anos de vida de Herodes, o Grande. Com certa verosimelhança o ano 6 (ou o 5?, ou o 7?) antes da nossa era.

Eis as circunstâncias históricas

«Por aqueles dias, saiu um édito da parte de César Augusto, para ser recenseada toda a terra. Este recenseamento foi o primeiro que se fez, sendo Quirino governador da Síria. E iam todos recensear-se, cada qual à sua própria cidade.

Também José, deixando a cidade de Nazaré, na Galileia, subiu até à Judeia, à cidade de David, chamada Belém, por ser da casa e linhagem de David, a fim de recensear-se com Maria, sua mulher, que se encontrava grávida.

E quando eles ali se encontravam, completaram-se os dias de ela dar à luz, e teve o seu filho primogénito…» (Lc 2, 1-7).

Nasceu em Belém

Numa gruta dos montes dos arrabaldes de Belém, nasce o Menino, porque, para ele, «não havia lugar na hospedaria» (Lc 2, 7).

Vão pôr-lhe o nome de JESUS (transcrição grega de «Yehoshua» ou «Yeshua» = ‘Javé é generoso‘, ou ‘Javé salva‘) que o próprio Deus havia indicado.

De facto, e apesar de todas as aparências desconcertantes, esse bebé

– é o «Emanuel» do Profeta Isaías (Is 7, 14): «chamá-Lo-ão Emanuel, que quer dizer ‘Deus connosco‘» (Mt 1, 23);

– é o ‘Filho do Homem‘, o Filho do Altíssimo que reinará eternamente sobre a casa de David e cujo reinado não terá fim (Lc 1, 32);

– e é o ‘Filho de Deus‘ (Mc 1, 1).

E será reconhecido por todos quantos possuem coração recto, puro e simples: os pastores, os magos, os aldeões, os «pobres», em geral. Para eles vem. No meio deles, e para eles, irá realizar a Sua missão. No ambiente pequeno, pobre e simples de Nazaré. Que missão?

Início da Sua vida pública

«No décimo quinto ano do reinado do imperador Tibério, sendo Pôncio Pilatos governador da Judeia, Herodes tetrarca da Galileia, seu irmão Filipe tetrarca da Itureia e da Troconítide, e Lisânias tetrarca da Abilena; sob o pontificado de Anás e Caifás…» (Lc 3, 1-2).

Ou seja, lá pelo ano 27/28 d.C., contando Jesus uns 33 anos, deixou Nazaré, fixou-se em Cafarnaum (a pequena cidade piscatória das margens do Lago, limite das circunscrições de Herodes Antipas e de Filipe, com posto aduaneiro e guarnição romana), fazendo dela a “Sua cidade”. E lá inicia a Sua vida pública.

Qual a Sua missão?

«O Espírito do Senhor está sobre Mim, porque Me ungiu para anunciar a Boa Nova aos pobres: enviou-Me a proclamar a libertação aos cativos e, aos cegos, o recobrar da vista; a mandar em liberdade os oprimidos, a proclamar um ano de graça do Senhor» (Lc 4, 18-19; cfr. Is 61, 1s.).

Por isso percorre todas as aldeias e cidades, pregando: «Completou-se o tempo e o Reino de Deus está perto: arrependei-vos e acreditai na Boa Nova» (Mc 1, 15).

E as multidões acorrem, admiram-n’o, seguem-n’o… porque fala como quem tem autoridade, e não como os escribas e fariseus (Mt 7, 29; Mc 1, 22)…

Escolhe discípulos que, deixando tudo, O seguem incondicionalmente por toda a parte. E Ele vai-os formando e preparando para a «missão» do Reino.

Faz bem a toda a gente por onde quer que passe, e confirma a doutrina com sinais e prodígios admiráveis. Vive e prega as bem-aventuranças, completando-as com a sublime doutrina do «Mandamento novo»: «Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei… Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros!» (Jo 15, 12.17).

E diz: «Se o grão de trigo, caído na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto…» (Jo 12, 24).