2019 – Ano Internacional da Tabela Periódica

 

A Assembleia Geral das Nações Unidas, durante a sua 74ª Reunião Plenária, realizada em 20 de dezembro de 2017, proclamou o ano de 2019 como o Ano Internacional da Tabela Periódica dos Elementos Químicos (International Year of the Periodic Table of Chemical Elements – IYPT 2019), como reconhecimento da importância da química como copromotora do desenvolvimento sustentável e fonte de soluções para os desafios globais nas áreas de energia, educação, agricultura e saúde. Com base nessa Decisão (202 EX/Decision 43), o IYPT 2019 foi aprovado pela Conferência Geral da UNESCO em sua 39ª Sessão (39 C/Decision 60).

Durante este ano, vários organismos, incluindo a UNESCO, sociedades científicas, instituições educacionais e de pesquisa, organizações não-governamentais e organizações do setor privado, promoverão e celebrarão as aplicações da Tabela Periódica na sociedade.

Dmitry Mendeleyev (1834-1907)

A celebração do Ano Internacional da Tabela Periódica dos Elementos Químicos (IYPT 2019) coincidirá com o 150º aniversário da primeira versão da Tabela, proposta pela cientista russo Dmitry Mendeleyev em 1869 (*), o 100º aniversário de fundação da IUPAC (União Internacional de Química Pura e Aplicada, em 28 de julho de 2019), o 350º aniversário da descoberta do elemento fósforo pelo alquimista alemão Henning Brand (a primeira pessoa conhecida a descobrir o elemento químico em 1669), o 230º aniversário da categorização de 33 elementos por Antoine Lavoisier (1789) e o 190º aniversário da formulação da lei das tríades por Johann Wolfgang Döbereiner (1829).

O desenvolvimento da tabela periódica dos elementos é uma das realizações mais significativas da ciência e um conceito científico unificador, com amplas implicações em Astronomia, Química, Física, Biologia e outras ciências naturais. É uma ferramenta única que fornece a cientistas e pesquisadores a previsão das propriedades da matéria na Terra e no Universo. Muitos elementos químicos são cruciais para realçar o valor e o desempenho de produtos necessários a nossa vida diária, nosso planeta e a indústria. Os quatro elementos incorporados mais recentemente (115-118) foram adicionados à Tabela com seus símbolos e nomes aprovados em 28 de novembro de 2016.

(*) Como em qualquer ideia na ciência há sempre uma história por detrás que se assemelha a uma lenda, de forma a introduzir o tema e a cativar o interesse do público. Por exemplo, a lenda de que Isaac Newton estava a descansar debaixo de uma macieira e que ao cair uma maçã sob a sua cabeça descobre que existe uma força que faz com que os corpos caiam é sem dúvida fascinante. O mais fascinante é que para a formulação da tabela periódica existe também uma história semelhante: numa noite de trabalho exaustivo e após semanas pouco produtivas, Mendeleev estava cansado de tanto andar às voltas para encontrar uma maneira de relacionar os elementos químicos, de modo a criar uma ferramenta bem estruturada e de fácil acesso. Tal era o nível de exaustão que Mendeleev acabara por adormecer em cima da sua secretária. Durante o sono sonhou que existia uma tabela onde todos os elementos estavam devidamente organizados de acordos com as suas propriedades. Quando acordou, não perdeu tempo e começou a tentar fazer uma tabela igual àquela com que tinha sonhado. Fonte

O texto acima foi elaborado com informações recolhidas em diversos site | Imagem da Tabela Periódica

 

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Sobre a Tabela Periódica

A Tabela Periódica dos elementos químicos é o método de ordenar os elementos químicos de acordo com o seu número atómico1, de tal forma que os membros de cada grupo vertical tenham, de forma nítida, propriedades semelhantes, e as linhas horizontais apresentem, da esquerda para a direita, variações regulares nas propriedades.

Assim, os elementos do grupo I, a começar pelo lítio, sódio e potássio, são todos metais2 e altamente reativos; à medida que se avança para a direita, os elementos tornam-se cada vez menos metálicos e, eventualmente, tornam-se não-metais típicos como o carbono, o enxofre e o cloro.

A natureza «periódica» da tabela é devida ao facto de o número de electrões na camada exterior de um átomo determinar as suas propriedades químicas (v. valência3); os elementos em cada grupo vertical têm o mesmo número de electrões na sua camada exterior, enquanto cada período horizontal tem mais uma camada de electrões do que o anterior.

Alguns grupos de elementos têm o mesmo número de electrões na camada exterior, mas diferente número na penúltima camada. Estes são os elementos de transição4 nos grupos 1b a 7b e 8.

Existem ainda dois grupos, a série dos lantanídeos ou terras raras, e a série dos actinídeos, que são ambas séries de transição dentro das séries de transição principais.

Notas

1 Número atómico – O número de protões no núcleo do átomo de um elemento químico. A Tabela Periódica representa os elementos ordenados de acordo com os seus números atómicos (comparar com massa atómica).

2 Metal – Substância como o ferro, o cobre ou o zinco, que possui todas, ou a maior parte, das seguintes propriedades: é maleável e pode ser moldado sob a forma de folhas ou fios; reflecte a luz e tem lustre quando polido; é um bom condutor de calor e de electricidade. Cerca de 75% dos elementos são metálicos.

3 Valência – O número de ligações químicas que um átomo de um elemento pode formar quando é combinado com outros elementos para formar uma molécula. O oxigénio, com uma valência de 2, combina-se com dois átomos de hidrogénio, cuja valência é 1, para formar a água, H2O. As valências dependem da posição do elemento na Tabela Periódica, variando de 1 para os metais mais reativos (como o sódio) e os halogénios (como o cloro), até 4 ou mais para elementos como o carbono ou o silício. Alguns elementos podem apresentar mais do que uma valência; por exemplo, o azoto pode ter valências 3 ou 5.

4 Elementos de transição – Série de elementos metálicos que formam um grupo à parte na Tabela Periódica. Incluem muitos dos metais que são importantes na indústria, incluindo o ferro, o cobre, o níquel, o zinco, a prata e o ouro. Podem ser facilmente combinados em ligas, e são muito usados como catalisadores. As suas propriedades são similares porque todos têm o mesmo número de electrões na sua camada exterior, diferindo apenas no número de electrões nas suas camadas interiores.

Fonte: Dicionário Ilustrado do Conhecimento Essencial, Março 1996 | Imagem de destaque 

 

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