Luís XV, rei de França, nasceu a 15.02.1710

Luís XV, rei de França

Luís XV, rei de França entre 1715 e 1774, nasceu a 15 de Fevereiro de 1710, em Versalhes. Bisneto de Luís XIV, era filho de Luís, duque de Borgonha, e de Maria Adelaide de Saboia. Tinha apenas cinco anos quando o trono ficou vago com a morte de Luís XIV.

Devido ao facto de ele só contar cinco anos de idade, a regência é assumida por um sobrinho de Luís XIV, Filipe de Orleães, que já não a abandonará até à hora da morte, em 1723.

No tempo da Regência, e causada pelas experiências de John Law (Companhia do Mississípi), dá-se a bancarrota económica do Estado. Em política externa, desenha-se uma maior aproximação relativamente à Espanha – promessa de matrimónio do rei com a filha, então da idade de quatro anos, de Filipe V.

Em 1723, após a morte de Filipe de Orleães, o duque de Borbom assume a regência. À sua influência se deve a anulação do futuro matrimónio com a infanta espanhola. Em vez dela, Luís XV casa-se com Maria Leszczynska, filha do destronado rei da Polónia.

Em 1726 o duque de Borbom é substituído pelo cardeal Fleury. Durante a sua regência, a França obtém a Lorena pelo Tratado de Viena. Em virtude de participar na Guerra de Sucessão da Áustria, reacende-se a sua inimizade com a Inglaterra e a Áustria.

Começa a reinar efetivamente

No ano de 1743 morre Fleury e começa o autêntico reinado de Luís XV, que só mostra algum interesse pela política externa e leva quanto ao resto uma vida de prazeres. Assim, as suas favoritas têm uma grande influência na política.

É o caso, sobretudo, da duquesa de Chateauroux, que se move em prol de uma intervenção bélica contra a Áustria e a Inglaterra. Ainda maior ascendente sobre o rei ganha a marquesa de Pompadour, que se torna favorita em 1745.

Marquesa de Pompadour (1721-1764)

Filha de um estribeiro de Orleães, casada temporariamente com um arrendatário, ambiciosa e inteligente, é apresentada a sua majestade Luís XV pelo alcoviteiro Binet, ficando o rei cativado por ela durante algum tempo.

Todavia, a Pompadour sabe desde logo tornar-se imprescindível, e sabe também como há-de conversar com ele e aconselhá-lo.

Erige-se em protectora das artes e da literatura, participa com bastante efectividade na fundação da manufactura de porcelana de Sèvres, intervém na diplomacia e consegue que em 1756 se constitua uma aliança entre a França e a Áustria contra a Prússia.

Tem grande ascendente para as nomeações para os cargos dos departamentos militares e palatinos. Domina por completo a moda e, no seu tempo, foi considerada o modelo feminino ideal.

A Guerra dos Sete Anos

Em 1755 reacende-se a guerra contra a Inglaterra, cujos episódios decorrem principalmente nas colónias. Dado a Prússia ter assinado um tratado de neutralidade com a Inglaterra, a França alia-se em 1756 à Áustria, vendo-se assim envolvida na Guerra dos Sete Anos com a Prússia.

Não obstante a capacidade do ministro Choiseul, promulga-se um decreto proibindo a Ordem dos Jesuítas.

Pelo Tratado de Paris (1763), que põe termo Guerra dos Sete Anos, a França perde todas as colónias da América do Norte.

Consequências da Guerra dos Sete Anos

A sua frota fica destruída, o seu comércio gravemente prejudicado, as suas finanças abaladas e o seu crédito comprometido. Além disso, o descontentamento do povo é cada vez maior e nem sequer o atenua a anexação da Lorena e da Córsega.

Alguns anos depois da morte da Pompadour (1764), passa a ser favorita do rei – que já conta quase sessenta anos – a condessa de Dubarry.

Por diligência dela, é destituído em 1770 o ministro Choiseul. O seu lugar é ocupado pelos correligionários da Dubarry, antes de mais pelo chanceler Maupeau. Este, apesar de tudo, nada consegue executar contra a resistência dos privilegiados. Não se reforma nem a antiga política económica nem a justiça.

Quando Luís XV morre, em 1774, as perspectivas e a pujança da monarquia acham-se gravemente alteradas.

Fonte: História Universal Comparada (vol. VII) – texto editado e adaptado