O estilo gótico em Portugal – Síntese

O estilo gótico em Portugal

Em meado do século XII, os Cistercienses iniciam as suas fundações na Península Ibérica sob a protecção dos reis cristãos.

Constroem os seus mosteiros

– Poblet e Santes Creus na Catalunha,

– Rueda e Veruela em Aragão,

– Oliva e Iranzu em Navarra,

– Las Huelgas e Huerta em Castela

– e Alcobaça em Portugal,

segundo as normas já utilizadas em França: abóbada de nervuras e arco ogival, tudo isto dentro de uma grande severidade decorativa.

A abóbada de nervuras, elemento fundamental da arquitectura gótica, seria, segundo o arqueólogo francês E. Lambert, fruto da evolução das abóbadas de arcos entrecruzados da Mesquita de Córdova, que, depois de se generalizar na Espanha cristã, teria chegado a França, e a Inglaterra seguindo a rota jacobeia (ou de Sant’lago).

A arte gótica em Portugal

Em Portugal, as grandes manifestações da arte gótica surgem no Sul, onde predominavam os estratos populares.

No Norte, de feição senhorial, os monumentos mais importantes encontram-se nas povoações de influência burguesa (Guimarães, Rates, Barcelos, Viana do Castelo, Vila do Conde, Porto).

A maior concentração de edifícios religiosos góticos aparece em Santarém (igrejas da Graça, de Santa Clara, de S. Francisco e de Santa Cruz), mas também se destacam

– S. Francisco de Estremoz,

– Santa Clara de Coimbra,

– S. Domingos de Elvas.

Sobretudo, o Mosteiro de Santa Maria da Vitória na Batalha, mandado erigir por D. João I em cumprimento de um voto, a pequena distância do campo da Batalha de Aljubarrota.

O estilo gótico português

O estilo gótico português passou por várias fases, desde os modelos cistercienses até um gótico muito ornamentado, o flamejante, que antecede ou se confunde com o manuelino.

Nele predominam os arcos quebrados, as ogivas, as nervuras e as paredes pouco espessas, permitindo a abertura de abundantes janelas bem rasgadas e de trabalhadas rosáceas sobre o portal da entrada.

Na escultura distinguem-se os túmulos de D. Pedro I e de D. Inês de Castro, depositados em Alcobaça.

Na pintura, de obediência flamenga, sobressai em meado do século XV um conjunto de obras inseridas na escola de Nuno Gonçalves.

Fonte do texto (editado e adaptado): História Universal Comparada (vol.VI, págs.15, 16 e 17) | Imagem de Júlia Orige