O petróleo e a indústria petrolífera

O petróleo e a indústria petrolífera

O betume, antepassado do petróleo

O petróleo, ou antes, um dos seus derivados, já é conhecido no Próximo Oriente Antigo, onde serve de argamassa às construções babilónicas e de produto de calafetagem aos navios fenícios.

É por isso que Homero menciona os «negros navios» destes últimos na Odisseia.

Mas o betume só é conhecido sob a forma de afloramentos, resultado do escorrimento do composto através dos solos.

Heródoto refere a sua existência por estas palavras: «Há uma outra cidade a oito dias de marcha de Babilónia: chama-se Is; aí se encontra uma ribeira de medíocre importância, a qual se chama também Is e que se lança no Eufrates. Jorrando do solo, esta ribeira arrasta com as suas águas grãos de betume em abundância; daí provém o betume que serviu para as paredes de Babilónia.»

Os processos de recuperação dos produtos betuminosos e petrolíferos são tão sumários nos Estados Unidos antes de 1859, como eram na Babilónia, muito antes da nossa era.

Dum modo geral, os prospectores retomam a tradição dos índios Seneca: estendem uma cobertura sobre a água onde aflora o petróleo, deixam-na impregnar-se, depois secam-na num recipiente; ou então, como ainda se fazia em 1833, raspam cartões deixados a embeber nesta água.

O desenvolvimento da indústria petrolífera

Século XIX

1829 – Um furo de água de salmoura, feito por um americano, Well, no Kentucky, atinge uma bolsa de petróleo bruto, libertando o petróleo com tal violência que jorram do poço geiseres com dez metros de altura. Recolhem-se, na altura, mais de mil barris diários, antes do esgotamento do poço, três ou quatro semanas mais tarde.

27 de Agosto de 1859 – O poço perfurado por William Drake, na Pensilvânia (Estados Unidos da América), atinge um lençol de petróleo a vinte e um metros de profundidade, e uma substância negra e viscosa jorra à superfície. A sondagem tinha começado em meados de Agosto, logo que a rocha, situada a cerca de dez metros de profundidade, é atingida.

O anúncio da descoberta provoca, nas semanas seguintes, uma vaga humana para a Pensilvânia, comparável à do ouro da Califórnia. É a corrida ao «ouro negro». Quanto a Drake, descobriu o meio de captar a fonte de energia prometida para revolucionar a indústria moderna.

1860 – Uso do petróleo (baptizado mazute) como combustível em locomotivas e navios.

1864 – Invenção da sonda de diamante (para perfurar as formações geológicas duras) por Rudolf Leschot.

1874 – Construção, por Van Sickle, do primeiro oleoduto nos Estados Unidos da América.

1876 – Construção de um segundo oleoduto, na Rússia, pelo químico sueco Alfred Nobel.

1877 – Construção do primeiro carro-tanque para transportar o petróleo em bruto.

1886 – Registada a primeira patente para a destilação do petróleo (processo de refinação por deslocamento do hidrocarboneto) dos americanos Benton e Pielsticker.

1896 – Primeira exploração petrolífera offshore na Califórnia, em molhes de madeira sobre o mar. O sistema depressa é introduzido na Louisiana e na Venezuela.

Século XX

1911 – É instalada a primeira plataforma petrolífera.

1913 – Processo de refinação térmica do petróleo na sua fase líquida, inventado pela Standard Oil of Indicana. Permite um aumento da produção de gasolina.

1925 – Refinação do petróleo na sua fase gasosa, realizado pela companhia americana Carbon Petroleum.

1931 – Invenção dos batelões de prospecção semi-submergíveis e entrada em serviço da primeira plataforma petrolífera, na costa oeste dos Estados Unidos da América.

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