O cisma anglicano e o fim da dinastia dos Tudor

Uma dinastia: os Tudor

A dinastia dos Tudor reinou na Inglaterra durante todo o século XVI : exatamente de 1485 a 1603.

É de origem galesa, e um dos seus membros mais famosos, antes da família ascender ao trono, é o escudeiro Owen Tudor (morto em Hereford, em 1461). Este tornou-se amante ou muito provavelmente marido da rainha-mãe Catarina, viúva de Henrique V.

Henrique VII (1485-1509)

Herdeiro da família dos Lencastre, extinta em 1471, sobe ao trono depois da batalha de Bosworth (1485), que pôs termo à Guerra da Duas Rosas por morte do último York, o rei Ricardo III

Henrique VIII (1509-1547)

Filho de Henrique VII, conduz uma política de equilíbrio entre a Espanha e a França, rompe com Roma e instaura o anglicanismo em Inglaterra.

Eduardo VI (1537-1553)

Filho de Henrique VIII e de Joana Seymor, é uma criança precoce e religiosa. O seu breve reinado, dominado pela influência do tio, Eduardo Seymor, duque de Somerset, até 1550, depois pela de John Dudley, favorece a propagação do protestantismo no reino.

Maria I (1516-1558)

Filha de Henrique VIII e de Catarina de Aragão, mulher de Filipe II de Espanha (1554) mostra-se uma encarniçada adversária da Reforma. As suas perseguições antiprotestantes valeram-lhe o cognome a Sangrenta.

Isabel I (1558-1603)

Filha de Henrique VIII, é o último membro da família Tudor a reinar. Antes de morrer, como se manteve celibatária e não tem, portanto, descendência pessoal, designa como herdeiro o seu primo segundo Jaime VI da Escócia, filho de Maria Stuart, que se torna o rei de Inglaterra Jaime I Stuart, em 1603.

Fonte: Memória do Mundo – das origens ao ano 2000