“No poupar é que está o ganho” – diz o povo!

Comece já hoje a poupar… porque “No poupar é que está o ganho“!

Em tempos que já lá vão… o Expresso distribuiu uma brochura, elaborada com a colaboração da Caixa Geral de Depósitos, tendo por título: “Prepare o seu futuro – comece já hoje a poupar”.

Das inúmeras sugestões aí apresentadas, sistematizamos e divulgamos algumas “sugestões” que consideramos mais importantes, como ajuda para os que não tiveram acesso à referida brochura:

I – Orçamento familiar em 4 passos:

1.- Rendimentos: quanto dinheiro é que o agregado familiar recebe todos os meses? É fundamental incluir todas as fontes de receita, como o salário, pensões, rendas ou juros de algum investimento.

2.- Despesas: os gastos da família têm de ser anotados, durante um período de dois a três meses. Um método simples é juntar todos os recibos numa gaveta e fazer as contas no final desse tempo. Em relação às despesas variáveis (luz, telefone ou água), é preciso saber em média quanto é que gasta e procurar manter as despesas em baixo e cortar nas despesas desnecessárias.

3.- Ajuste: ao identificar quanto dinheiro entra a sai da conta, é hora de perceber quais os gastos que podem ser eliminados ou reduzidos. Não é fácil mudar de hábitos, mas procure explicar aos seus filhos o que é a crise económica – de forma que não os assuste – e o impacto das medidas de austeridade no orçamento familiar.

4.- Controle: A partir do momento em que tiver definido o orçamento, habitue-se a manter o registo das suas receitas e despesas. Assim, percebe a diferença entre o orçamento e o dinheiro que gasta realmente.

+ Sugerimos uma consulta a este Guia da poupança para toda a família.

II – Obrigatório: Fundo de Emergência

Conselho válido para todas as pessoas, pois visa salvaguardar a saúde financeira em caso de infortúnio, como o desemprego ou a incapacidade para o trabalho.

1.- Quanto colocar de lado? Some todas as suas despesas fixas – créditos, alimentação e contas de casa – e multiplique o resultado por três a seis meses.

2.- Não consigo poupar mais. Deverá ir juntando aos poucos. Coloque o dinheiro numa conta poupança, pois estas permitem reforços. Assim, o dinheiro fica a crescer.

3.- Deixo o dinheiro parado? Não. Quanto tiver reunido a quantia necessária deverá aplicar o deu dinheiro num produto com flexibilidade máxima. Isso significa uma aplicação de pouco risco e fácil movimentação, como um depósito a prazo.

III – Ensine os seus filhos a poupar

1.- Ensine-os a distinguir as coisas que compramos porque “queremos” daquelas que compramos porque “precisamos”;

2.- Domine a compra por impulso, ensinando-os a elaborar listas de compras antes de ir ao supermercado ou comprar roupa, por exemplo.

3.- Quando forem às compras, mostre-lhes a diferença do valor das coisas, ensine-os a contar o troco e a perceber como funcionam os descontos.

4.- Dê-lhes uma semanada ou mesada. Isso ajuda-os a tomar decisões e fazer escolhas, mesmo que em pequena escala.

5.- Fixe um dia para o pagamento da mesada e cumpra-o. Não se esqueça que os pais são o maior exemplo na vida dos filhos.

IV – Quando os filhos vão estudar para fora… como e onde poupar?

Os jovens que deixam a casa dos pais para estudar noutra cidade têm despesas mais elevadas com alojamento, alimentação, deslocações. Conheça algumas sugestões para poupar:

1.- Alugue casa perto da universidade, para se deslocar a pé.

2.- Escolher um bairro com rendas mais baixas e dividir casa com amigos.

3.- Arranjar um part-time compatível com as aulas para ajudar a pagar as despesas.

Não deixe de consultar o nosso próximo artigo sobre este assunto!

Imagem de Horst Koenemund