São Tomás de Aquino morreu no dia 7.3.1271

São Tomás de Aquino

No dia 7 de Março de 1274, morreu o teólogo italiano São Tomás de Aquino. Nasceu na cidade de Aquino (actual Lácio) no castelo do pai, o Conde Landulf de Aquino, por volta de 1225.

Ao contrário dos irmãos, que seguiram carreira militar, foi educado no Mosteiro de Monte Cassino. A partir da sua convivência com a condessa Teodora de Theate, optou por uma vida religiosa frutificada, tendo tomado os votos de frade dominicano.

É, juntamente com São Alberto Magno, de quem foi discípulo em Colónia, o teólogo e filósofo mais importante da Idade Média.

De 1252 a 1259 ensinou em Paris, e mais tarde em Orvieto, Viterbo e Roma, fazendo-o de novo em Paris desde 1269 até 1272, data em que o chamaram a Nápoles para se encarregar da direcção do Estudo Geral.

São Tomás de Aquino morreu no dia 7 de Março de 1274, na Abadia de Fossanova. Tinha apenas 49 anos e estava a dirigir-se para Lyon, onde participaria num Concílio a pedido do Papa.

Tomás foi canonizado em 1322 e elevado a doutor da Igreja em 1567. A partir do século XV, é conhecido pelo título honorífico de Doctor angelicus.

Filósofo e teólogo medieval

Filósofo e teólogo medieval, São Tomás de Aquino compilou um sumário completo de todas as ideias importantes da sua época, em duas summae: a “Summa theologiae” e a “Summa contra Gentiles

Tal como Santo Alberto Magno, Tomás baseou a sua filosofia nos escritos de Aristóteles cujas teorias adaptou à teologia cristã, argumentando que razão e fé são compatíveis. O resultado foi um conjunto coerente de crenças que ainda são as bases da filosofia católica. Também se baseou nos escritos de Santo Agostinho, bispo de Hipona.

Estabeleceu pela primeira vez a distinção entre teologia e filosofia, ou seja, entre fé e ciência. Mas a ciência levou-o à fronteira onde começa a fé: só a união de ambas as disciplinas pode levar a consumar a sabedoria cristã.

Na estrutura do homem, Tomás evidenciou a relação corpo-alma, ou seja, a ligação de matéria e espírito numa unidade essencial. A sua demonstração da existência de Deus apoia-se na semelhança das criaturas com Deus.

O homem comporta-se eticamente bem quando actua de acordo com a ordem da Criação.

Fonte: História Universal Comparada (vol.VI) – texto editado e aumentado | Imagem de Dorothée QUENNESSON