Breve introdução à história da Astronomia

A mecânica celeste recebeu a sua primeira confirmação importante mercê da previsão do regresso do cometa Halley.

Os desenvolvimentos do telescópio e da cronometria, assim como de observatórios como o de Paris (1667) e o de Greenwich (1675), conduziram ao auge da astronomia óptica no século XVII. Realizaram-se também medições das dimensões do sistema solar.

Em 1781, Friedrich Wilhelm Herschel (1738-1822) descobriu Úrano e deu um carácter de sistema único à distribuição de estrelas no céu, que estudou de forma sistemática.

Em 1801, Giuseppe Piazzi (1746-1826) descobriu Ceres (o primeiro asteróide observado).

A Astronomia desde o séc. XIX até meados do séc. XX

A mecânica celeste ficou definitivamente consagrada com a descoberta, realizada de forma simultânea por Urbain Le Verrier (1811-1877) e John C. Adams (1819-1892), do planeta Neptuno (1848), a partir das perturbações observadas na órbita de Úrano, e que foi confirmada por observação por Johann Gottfried Galle (1812-1892), em 1846.

De forma análoga, Percival Lowell (1855-1916) e William H. Pickering (1858-1938) previram a existência de Plutão, baseando-se nas perturbações das órbitas de Úrano e Neptuno, que foi descoberto em 1930 por Clyde Tombaugh (1906-1997). Em 1859, Gustav Kirchoff (1824-1887) explica a natureza das riscas escuras do espectro solar.

A introdução de técnicas fotográficas impulsionou o desenvolvimento da astrofísica. Henry A. Rowland (1824-1887) identificou 20 000 riscas no espectro solar e George E. Hale (1868-1938) estudou o espectro das manchas solares, demonstrando a presença de fortes campos magnéticos (1908).

Em 1912, Henrietta S. Leavitt (1868-1921) descobre a relação existente entre o período e a luminosidade das variáveis cefeidas, enquanto em 1915, Albert Einstein (1879-1955) publica a sua famosa teoria da relatividade geral.

Mais tarde, Jacobus C. Kapteyn (1851-1922) estudou a estrutura da Galáxia e Edwin P. Hubble (1889-1953) confirmou a natureza extragaláctica das galáxias espirais (1927), estabelecendo pela primeira vez a medida das suas distâncias (1929). Em 1932, Karl G. Jansky (1905-1950) detectou a existência de emissões parasitas, provenientes da Via Láctea.

Por volta de 1938, propôs-se um mecanismo para a explicação da geração de energia no interior das estrelas (ciclo de Bethe-Weizsiicker). Em 1944, Grote Reber (1911-2002) construiu o primeiro radiotelescópio, detectando a emissão rádio proveniente da nossa galáxia e elaborando o primeiro mapa da sua emissão rádio.

Desta forma nasceu a radioastronomia, que aproveitou os avanços da técnica do radar e que conduziu à descoberta de radiofontes muito intensas, como os quasares (1960) e os pulsares (1967).

História da Astronomia após a II Guerra Mundial até 1990

Em 1949 descobriu-se a risca de 21l cm de hidrogénio interestelar e 3 anos mais tarde Walter Baade (1893-1960) detectou um erro na escala de calibração das variáveis cefeidas, o que deu lugar a que se dobrasse a distância a que se consideravam situadas.

Em 1965 descobriu-se a radiação cósmica do fundo de microondas de 3° K. Em 1963 começou a compreender-se o significado dos espectros dos quasares, graças à sua identificação por Maarten Schmidt (n. 1929).

Nos últimos tempos intensificou-se o envio de sondas para a exploração do sistema solar, depois de atravessá-lo. Em 1976 explorou-se a superfície de Marte, mediante as sondas Viking I e II.

Em 1977 descobrem-se os anéis de Úrano. Entre 1978 e 1979, as sondas Voyager I e II exploraram o planeta Júpiter e os seus satélites, continuando a Voyager I até ao planeta Saturno, que explorou em 1980, para prosseguir até alcançar em 1986 Úrano e dirigir-se finalmente a Neptuno, onde chegou em 1989.

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