Camomila, Macela ou Mançanilha | Plantas medicinais

Camomila, Macela ou Mançanilha

Chamaemelum nobile L. (ou Anthemis nobilis L.)

ASTERACEAE ou COMPOSITAE.

Origem / Habitat

Camomila, também conhecida como Macela ou Mançanilha, encontra-se na Europa Ocidental.

Aparece em campos cultivados, relvados, margens arenosas dos rios sobretudo siliciosas.

É frequente em Portugal nos campos cultivados e terrenos incultos arenosos, e encontra-se até aos 1000 metros de altitude.

Breve descrição botânica

É uma planta vivaz, cuja altura pode variar entre os 10 cm e os 30 cm.

A macela ou marcela tem uma tonalidade verde esbranquiçada.

Os seus caules podem estar erectos ou prostrados.

As suas flores são amarelas, rodeadas por lígulas brancas (o que à primeira vista parece ser uma flor é um capítulo isto é, um conjunto de flores).

A floração ocorre desde Junho até Setembro.

A camomila tem um cheiro penetrante e o seu sabor é amargo.

Partes utilizadas

Capítulos, caules com capítulos e folhas.

A secagem deve ser rápida, à sombra e em local arejado.

Indicações

Usa-se em infusão de flores para as dores de cabeça e para os problemas de fígado.

Também se pode utilizar no banho para aliviar as queimaduras do sol.

Outras aplicações

O “vinho” de flores de macela é usado para abrir o apetite e para os problemas de digestão.

O xarope de flores frescas é recomendo para as cólicas.

A infusão das flores pode ser ingerida para aliviar as dores menstruais, e usada em lavagens para o prurido vulvar.

Nota

Há outras espécies deste grupo das camomilas Chamomilla recutita (L.) Rauschert (conhecida por camomila-dos-alemães ou margaça-das-boticas) e C. suaveolens (Pursh) Rydb., surgindo nos mesmos habitats e com propriedades medicinais semelhantes.

Fonte: “Etnobotânica – Plantas bravias, comestíveis, condimentares e medicinais“, José Alves Ribeiro, António Monteiro e Maria de Lurdes Fonseca da Silva (texto editado e adaptado) | Imagem