Caminho de Celanova – Caminhos de Santiago

Caminho de Celanova

Com início no Porto, saída por Águas Santas e Ermesinde … Santo Tirso, Guimarães, Briteiros, Braga, São Frutuoso de Montélios, Prado, Ponte de Lima, Ponte da Barca, Arcos de Valdevez, Lindoso e Madalena.

Santo Tirso, com o Mosteiro de S. Bento, fundado por S. Frutuoso ou S. Martinho de Dume e reconstruído no primeiro quartel do século XIII.  A actual igreja é uma reconstrução seiscentista. Santo Tirso foi terra de S. Rosendo.

E já nos encontramos de partida, até Guimarães, terra de mosteiros onde vinham os peregrinos a repousar. Dignos de visita

– o Castelo e a Igreja de S. Miguel, de traça românica onde teria sido baptizado D. Afonso Henriques;

– a Igreja de Nossa Senhora da Oliveira com a vetusta colegiada;

– o Paço Ducal dos Duques de Bragança, que exemplifica a arquitectura senhorial dos fins da Idade Média.

Num salto vamos até à Citânia de Briteiros, o mais importante vestígio de um aglomerado da Idade do Ferro.

E chegamos a Braga!

Bom Jesus. Sameiro. Falperra. Três locais de peregrinação a envolver uma cidade já cosmopolita e espraiada mas ainda, e bem, de chapéu braguês e jaqueta à minhota.

Diego Gelmires e S. Geraldo, dois campeões na luta pela preponderância religiosa: Santiago / Bracara Augusta. O «Pio Latrocinio»: no decurso de uma visita amistosa ao bispo de Braga, o bispo de Compostela, D. Diego Gelmires, furtou as relíquias de S. Frutuoso e fê-las transportar, escondidamente, para Santiago, atravessando o rio Minho!

Saímos de Braga para S. Frutuoso de Montélios, essa pequena capela visigótica construída em estilo bizantino no século VII e que serviu, previsivelmente, de mausoléu a S. Frutuoso.

Chegada a Ponte de Lima

Depois, Prado e Vila Verde e, nuns bem medidos 30 Km, estamos em Ponte de Lima, também antiga povoação romana na estrada de Braga a Astorga, repovoada por D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques e que lhe deu foral em 1125. A ponte e a feira.

A ponte, que deu origem à toponímia, foi construída na Idade Média, sobre a primitiva estrutura romana e era ponto de passagem obrigatório de peregrinos jacobeus.

A Feira, a mais antiga feira portuguesa (1125), às segundas de quinze em quinze dias (às outras chama-lhes o povo solteiras) ainda hoje local de horas de euforia, de festas e de amizade.

E seguimos já para Ponte da Barca.

No caminho, ficam-nos a Igreja Paroquial de S. João da Ribeira, a Gemieira e um alfobre de solares ao dobrar da esquina, misturados no verde, carregados de história.

Adro junto à estrada e aparece-nos a Igreja Românica de Bravães com o seu belo pórtico e uma não menos famosa porta lateral.

Ponte da Barca, Terras da Nóbrega, um velho Paço de fidalgos. Ponte da Barca a relembrar a velha barca de passagem, de peregrinos, também.